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Museu do Centenário reúne camisas de Pelé e Maradona, chuteiras de Loco Abreu e muito mais relíquias

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Estádio Centenário, escolhido para sediar a final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo, abriga um dos grandes museus do futebol, com diversos itens históricos


Uma camisa da primeira seleção brasileira campeã do mundo autografada por Pelé. Outra histórica, também com a 10 nas costas, mas albiceleste e vestida por Diego Maradona em praticamente toda a década de 1980.

Essas são apenas duas das muitas relíquias que estão à disposição dos torcedores no Museu do Futebol, localizado dentro do Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.

O local receberá a final da Libertadores no sábado (27), entre Palmeiras e Flamengo, às 17h (de Brasília), com transmissão ao vivo do FOX Sports e pela ESPN no Star+.

Uma breve visita ao museu é um espetáculo a quem é apaixonado pelo esporte. As camisas de Pelé e Maradona são, provavelmente, os maiores destaques de toda a coleção de milhares de itens. Mas estão longe de serem as únicas.

Ao lado da vestimenta do Rei, por exemplo, aparece uma número 9 do Brasil, de Vavá, também usada pelo craque na Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Da seleção uruguaia são dezenas de camisas espalhadas pelos dois andares da mostra, um belo programa cultural na capital do país.

Há também taças – muitas delas. A primeira da Copa América, em 1916, vencida pelos uruguaios em final contra a Argentina. Uma réplica perfeita da Jules Rimet, conquistada pelo país em 1930, em casa, e em 1950, em um Maracanã abarrotado com mais de 200 mil pessoas à espera do título do Brasil.

O Maracanazo, aliás, é representado por uma foto imensa do maior estádio brasileiro naquele 16 de julho de 1950, quando o Uruguai fez 2 a 1 no Brasil e impediu o primeiro título do escrete brasileiro. Herói daquela tarde, Ghiggia também está no museu, com uma estátua de tamanho real.

A nova geração também é representada, claro. As chuteiras de Loco Abreu, usadas na Copa de 2010, estão expostas como um troféu. Foi do pé esquerdo do ídolo do Botafogo que saiu a cavadinha que classificou o Uruguai às semifinais do Mundial da África do Sul, em decisão nos pênaltis contra Gana.

O título que escapou em 2010, mas chegou em 2011 com a Copa América, também tem lugar entre os tesouros do Museu do Centenário. Outros campeões também não são esquecidos: há fotos oficiais de todas as seleções que ganharam o mundo até o Brasil de 2002.

É muita história junto, o que só aumenta o peso de um estádio como esse. Palmeiras e Flamengo escreverão mais um capítulo da casa do futebol uruguaio, que já recebeu tantas finais de Libertadores e, agora, adicionará mais uma à coleção. Quem sabe daqui alguns anos a camisa do campeão estará exposta por lá, como mais uma relíquia de valor inesgotável.

Difícil achar uma honra tão grande.