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Copa do Mundo: classificada, Dinamarca anuncia boicote comercial ao torneio

Seleção dinamarquesa não exibirá patrocinadores na camisa, mas sim mensagens humanitárias


Classificada à próxima edição da Copa do Mundo, a Dinamarca irá fazer um boicote comercial ao torneio, que será disputado no Catar. A decisão foi comunicada pela Federação Dinamarquesa de Futebol na última quarta-feira (17).

Ao invés de estampar em sua camisa os patrocinadores, a seleção irá colocar mensagens humanitárias em protesto às denúncias de direitos humanos no país.

No comunicado, a Federação Dinamarquesa de Futebol faz duras críticas às condições de trabalho e diz que a participação da seleção no torneio será para propor mudanças.

“Há muito tempo, a DBU critica fortemente a Copa do Mundo do Catar, mas agora estamos intensificando ainda mais nossos esforços em um diálogo crítica para aproveitarmos o fato de estarmos qualificados para trabalhar por mais mudanças no país. Além disso, há muito tempo, chamamos atenção para os desafios que a Fifa e o Catar enfrentam e continuaremos fazendo isso”, disse Jakob Jansen, presidente da Federação Dinamarquesa de Futebol.

Em seguida, o dirigente afirmou que a paritcipação dinamarquesa se dará somente por fins esportivos. Além disso, declarou que os patrocinadores apoiaram a decisão da federação.

“É um sinal muito forte quando nossos parceiros também se engajam na luta por melhores condições no Catar. Os patrocinadores apoiam o futebol dinamarquês, a seleção masculina e a participação esportivo na Eurocopa e na Copa do Mundo – não o anfitrião individual”, finalizou Jansen.

Para a edição da Copa do Mundo, a seleção dinamarquesa afirmou que levará um número reduzido de funcionários e se hospedará em hotéis em que as condições de trabalho sejam respeitadas.

Desde o início das construções para a montagem da infraestrutura do torneio no país asiático, várias denúncias de exploração de trabalhadores foram divulgadas. A Anistia Internacional divulgou um relatório em que denunciava a exploração massiva e indevida de imigrantes.