<
>

Barcelona x Real Madrid: lendas do El Clásico contam a inimizade e impotência que o duelo traz

ESPN reuniu grandes personangens da história do clássico entre Barcelona e Real Madrid, que deram declarações sobre tudo que cerca o El Clásico e sua magia


Este domingo (24) traz a 247ª edição oficial do El Clásico, a rivalidade eterna entre os gigantes de LaLiga, Barcelona e Real Madrid (às 11h15 com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+). Para muitos, o maior clássico do mundo. Para quem teve a chance de jogar a partida, a certeza de ser a maior partida entre clubes de futebol.

E, de ambos os lados, relatos de como era o clássico: amizades, inimizades, rivalidades e muita história. E a ESPN separou algumas declarações de grandes personagens na história do El Clásico.

Começou! Até meia noite de domingo (24) tem Star+ Acesso Livre. Muito esporte AO VIVO, séries e filmes. Clique aqui e aproveite de graça toda a programação.

Iker Casillas, goleiro do Real Madrid (1999-2015): Acho que El Clásico é a rivalidade mais intensa do planeta. Os clássicos em que jogamos trouxeram o máximo de rivalidade, amizade, competição, inimizade; mas no final acho que a rivalidade, e esse tipo de competição, faz cada jogador crescer e melhorar. Nos clássicos, tínhamos de mostrar 'luta' mais do que apenas no futebol, mas também nas batalhas psicológicas - as batalhas antes dos jogos, as batalhas depois dos jogos e durante os jogos!

Carles Puyol, zagueiro do Barcelona (1999-2014): [Refletindo sobre a vitória do Madrid por 4 a 1 no clássico em 2008] Não foi apenas o pior jogo de que me lembro, mas também a pior noite que tive no futebol. Não foi apenas a derrota, ou o placar, mas a sensação de absoluta impotência. Formamos uma guarda de honra para eles - foram confirmados como campeões da LaLiga antes do jogo - mas isso não é problema, é assim que entendo que o esporte deve ser. Mas foi assim que perdemos naquela noite.

Xavi, meia do Barcelona (1998-2015), sobre a derrota de 2008: o Real marcou quatro naquela noite, mas acredite, poderia ter sido seis ou sete...

Andres Iniesta, meia do Barcelona (2002-2018): Não se trata apenas do dia do jogo. É a semana inteira, mais os dias antes e depois do jogo. É diferente. Há muita tensão; há um desejo de que o jogo chegue, e então o jogo em si é espetacular de se fazer parte. Não sei quantas joguei, mas sempre com muita emoção e tensão.

Aitor Karanka, zagueiro do Real Madrid (1997-2002): As pessoas sempre falam sobre os sonhos de infância de jogar por um grande clube, com a seleção nacional ou de ganhar troféus. Jogar no clássico sempre foi um sonho para qualquer jogador, e ainda é. Agora, ele recebe muito mais atenção. Naquela época, muitas vezes você tinha até uma semana para se preparar para o jogo e os torcedores podiam ir ao centro de treinamento para ver os treinos e apoiar o time; é diferente agora [com tantos jogos programados]. Essa é a maior mudança. Como jogador, é o jogo que todos gostariam de jogar.

Aureli Altimira, treinador do Barcelona (2008-14): A semana do El Clásico é sempre especial para todos. Enfrentamos com bravura, especialmente quando jogamos no Bernabéu. Sabíamos que era preciso ir de igual para igual, ser corajoso e não se conter em nada contra o Real Madrid. Se você tivesse alguma dúvida, eles o esmagariam. Em casa, o mesmo. Queríamos ter a bola, pressionar como um só e encontrar espaço.

Joan Gaspart, vice-presidente do Barcelona (1978-2000), presidente do Barcelona (2000-03): Sou um grande torcedor do Barça desde que nasci e sempre experimentei o clássico com muita paixão. São três pontos, como qualquer outro jogo, mas o Real Madrid sempre foi o nosso grande rival e isso significa que há um desejo mútuo de vencer, para além do orgulho, honra e prestígio que acompanham o jogo. Tive grandes vitórias e grandes derrotas. A rivalidade é histórica; vai durar para sempre.

Andoni Zubizarreta, goleiro do Barcelona (1986-94), diretor de futebol do Barcelona (2010-15): Um clássico é sempre um jogo especial, diferente. É uma liga dentro da LaLiga. É vital vencer em casa, pelo que significa e para deixar os torcedores orgulhosos dos jogadores. A torcida dá tudo na arquibancada e você percebe isso em campo. Obviamente, as coisas mudaram muito desde alguns anos atrás até agora, mas para um jogador que entende o que o clássico significa, isso não importa. A competição com o seu maior rival é sempre grande, e vencer este jogo é um dos objetivos da temporada.

Os nomes mudam, mas a rivalidade Real Madrid e Barcelona continua Real Madrid e Barcelona, independentemente de quem esteja jogando.

Reportagem de Moises Llorens, Sam Marsden, Alex Kirkland, Rodrigo Faez, Graham Hunter, Sid Lowe, Julien Laurens, Martin Ainstein e Eduardo Fernandez-Abascal