Ricardo Gonçalves, um dos investidores do Atlético-MG, vê dinastia do clube no Brasil a partir de 2026
Semifinalista da Copa do Brasil com um pé na decisão após fazer 4 a 0 no Fortaleza na partida de ida, no Mineirão, líder isolado do Campeonato Brasileiro e atual campeão mineiro, o Atlético-MG se tornou um dos principais elencos do futebol nacional graças a uma injeção alta de dinheiro realizada por empresários atleticanos que se uniram por uma recuperação financeira e técnica do Galo.
Um dos responsáveis pela 'nova Era' no Atlético-MG é Ricardo Guimarães, ex-presidente do clube entre 2001 e 2006. Além da família Menin, o antigo mandatário também deposita parte do dinheiro e da esperança de ver o Galo caminhar com as próprias pernas, e existe até uma previsão para quando isso pode acontecer.
"Isso ainda não é nada do que está por vir. Não quero criar falsas expectativas, mas é a realidade. A torcida terá muitas alegrias. Não teve inauguração da Arena MRV. O Atlético não está todo solucionado financeiramente, estamos trabalhando para isso, com pés no chão. Achamos que o Atlético terá situação financeira autossustentável até 2026. Até lá, será com muita luta", disse o ex-presidente em entrevista à Rádio Itatiaia.
"Estamos começando um processo de um círculo virtuoso para o Atlético. O Atlético está criando uma dinastia em que estará sempre disputando títulos por muitos e muitos anos. É um trabalho com consciência".
Apesar dos bons resultados em campo, o Atlético-MG vê a sua dívida total aumentar a cada dia. Por conta dos empréstimos recentes, o clube soma atualmente uma cifra de R$ 1,3 bilhão em dívidas. Mesmo assim, Ricardo Guimarães chama o valor de 'benigno' e acredita que não será um problema para o Atlético-MG no futuro.
"Não tem milagre, também. Houve um período de aumento de dívida, recentemente, mas consciente, com investimento no time. É uma dívida benigna, que não tem juros altos, cobrança de "repagamento". Até 2026 teremos muita alegria. E esperamos, depois, ter as dívidas reduzidas, só ter a dívida de Profut, e aí sim será um período eterno".
