Campeão do mundo pela seleção brasileira em 2002, Denílson foi formado no São Paulo e foi pressionado pela torcida quando foi para o Palmeiras
Na época em que jogava, Denílson teve boas passagens por São Paulo e Palmeiras. E carrega para a vida fora das quatro linhas o sentimento de gratidão pelas duas equipes.
Nesta terça-feira (19), o pentacampeão do mundo em 2002 participou do podcast Flow Sport Club e relembrou a passagem pelos dois times. Revelado pelo Tricolor Paulista, ele foi atuar no Verdão já no fim da carreira. E, claro, sofreu com a pressão da torcida.
De acordo com o ex-atacante, a organizada do Palmeiras, a Mancha Verde, foi uma que pegou no seu pé. Segundo Denílson, a pressão veio antes mesmo de fazer a estreia pelo clube.
"(Na época), O Palmeiras me dá oportunidade e precisava entregar. E representei. Tomei pressão da Mancha, mas representei. Falei 'calma, nem joguei'. Deixa eu dar uma pedalada, nem joguei (risos). Depois vocês veem aí. Mas tomei uma pressão", afirmou Denílson, para completar.
"Acho que o Giuliano [meia do Corinthians] falou que tomou uma pressão da Gaviões sem jogar. Eu pensei: 'aconteceu a mesma coisa'. Falei 'calma, rapaziada'. (Eles responderam) 'Calma é o c***'".
"A relação foi estreita, tinha o sentimento de falar que o rival ia jogar aqui, minha história é forte com o São Paulo. Torcedor acha que você não pode ter gratidão com dois times. Mas no meu caso esquece. Vão me questionar até morrer", completou.
Durante a entrevista, ele afirmou como tenta dividir nos comentários quando está na Band. Segundo Denílson, a relação com as duas torcidas desde então passou a ser excelente.
"O sentimento do São Paulo e do Palmeiras, dois momentos diferentes e que representaram muito. Dei um retorno financeiro importante ao São Paulo. Com o Palmeiras a mesma coisa, entreguei em um ano. Minha relação com torcedor é surreal. Eu tento botar na balança, 'hoje estou são-paulino, hoje estou palmeirense'", finalizou.
