O zagueiro Luan Peres contou como é trabalhar com o técnico Jorge Sampaoli no Olympique de Marselha
Conhecido pela forte personalidade e por montar times que costumam jogar de forma ofensiva, Jorge Sampaoli comanda o Olympique de Marselha, que enfrentará a Lazio pela Europa League, nesta quinta-feira (21/10), às 13h45 (de Brasília), com transmissão pela ESPN no Star+.
No domingo (24/10), ele terá a árdua missão de tentar parar o poderoso PSG no Campeonato Francês, às 15h45 (de Brasília), com transmissão exclusiva para assinantes do Star+.
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O argentino, avesso às entrevistas, conserva uma certa áurea de mistério em torno de si. Para conhecer mais sobre o técnico, o ESPN.com.br conversou com o zagueiro Luan Peres, que trabalhou com Sampaoli no Santos e no time francês e que contou como são as ideias e o jeito de ser no dia a dia do comandante.
“Ele é um baita treinador e no Santos só não foi campeão porque o Flamengo estava em um ano atípico. Fizemos uma pontuação para ser campeões. Todos sabem do bom trabalho que faz, e os jogadores entendem a filosofia dele. Muda para os jogadores daqui [na França] porque trouxe um estilo diferente”, disse ao ESPN.com.br.
Segundo o zagueiro, os treinos de Sampaoli são sempre diferentes e voltados para o próximo jogo. Em cada dia da semana, ele trabalha uma parte específica do adversário.
“Ele sempre sobe uns moleques da categoria de base e monta direitinho o adversário. Ele mostra vídeos para os garotos, que reproduzem como é o time. Um dia a gente treina a forma como o adversário ataca e a molecada faz igual. No outro, é treino da saída de bola da nossa defesa, no outro é da saída deles”, disse Luan.
O técnico gosta de todos os dias após o café da manhã mostrar vídeos aos jogadores de como se comporta o adversário. De acordo com Luan, o estilo de jogo com mais posse de bola e troca de passes é algo pouco comum nos clubes franceses, com exceção do PSG, que possui muita qualidade individual.
“Não é um treino longo, mas é muito intenso sempre no campo aberto com você na sua posição. Todos os dias são assim. Ele usa campo reduzido só em aquecimento”.
Tradutor reproduz até stress
Por não dominar o idioma local, o treinador conta com um intérprete que reproduz até seu temperamento explosivo à beira do campo.
“Ele fica junto com o Sampaoli aonde quer que ele vá. O cara traduz as orientações, broncas e até o tom de Sampaoli está estressado precisa fazer igual”, afirmou.
Ao contrário da época de Santos, quando andava muito de bicicleta pela cidade até mesmo para os treinos, o argentino precisa se deslocar para o Centro de Treinamentos do Olympique de Marselha sempre de carro.
“Ele mora uns 10 minutos do CT, mas as coisas são muito longes e é preciso pegar a estrada. Ele adora o Brasil e sempre fala bem de Santos”.
Luan garante que, ao contrário do que possa parecer, o técnico argentino é uma pessoa tranquila de se lidar no dia a dia.
“Ele é muito gente boa como pessoa. Chega no vestiário, começa a brincar, chuta bola em alguém, faz as brincadeiras. Dentro de campo ele muda, fica mais estressado, aquele jeito Sampaoli, mas fora de campo ele dá muita risada e zoa bastante”, finalizou.
