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Daniel Alves é mau negócio? Conheça o jogador que ganha US$ 1 milhão por ano do ex-time desde 2011 e ainda vai receber até 2035

Daniel Alves e São Paulo rescindiram o contrato que ia até dezembro de 2022 e acertaram as bases dos valores que o clube deve ao jogador de salários atrasados. Os pagamentos começarão a ser feitos a partir de janeiro de 2022. Serão 60 parcelas iguais, na casa de R$ 450 mil mensais, cerca de um terço do que o atleta tinha direito anteriormente. O valor terminará de ser pago em dezembro de 2026.

Com o São Paulo tendo que pagar R$ 5,4 milhões por ano para um jogador não atuar pelo seu time que possivelmente irá para um rival nacional por bem menos do que os R$ 1,5 milhão mensais que ele recebia no Morumbi, é de se pensar se, em termos de negócio, essa foi uma das piores contratações da história do futebol brasileiro.

Porém, não é o pior negócio da história do esporte mundial, já que na MLB, liga profissional de beisebol dos Estados Unidos que é exibida pela ESPN no Star+, há um caso mais emblemático.

Bobby Bonilla jogou na MLB entre 1986 e 2001, defendendo o New York Mets em duas coasiões (1992 a 95 e 1999). Desde 2011 e até 2035, quando ele terá 72 anos de idade, ele recebe todo dia 11 de julho US$ 1.19 milhões dos Mets.

O dia 1º de julho ficou marcado na história do beisebol como “Bobby Bonilla Day”, já que é nesta data que ele, Bobby Bonilla, recebe esse valor sem sair de casa.

Voltamos então a janeiro de 2000. Bonilla acabara de ser dispensado pelo New York Mets. Ele ainda tinha mais US$ 5,9 milhões a receber. O agente dele, então, fez um dos melhores acordos da história. O valor não foi pago imediatamente, mas sim dividido em uma série de parcelas, que começaram a ser quitadas em 2011 e reajustadas anualmente com uma taxa de 8%.

A primeira passagem de Bonilla pelos Mets durou entre 1992 e 1995, ano em que o Baltimore Orioles o tirou da franquia. Ele ainda tinha um ano de contrato, assinado em dezembro de 1991, no valor total de US$ 29 milhões. Para confirmar o negócio, os dois times dividiram o valor restante, de US$ 12,5 milhões, em 25 parcelas.

Há casos famosos, mas não tão expressivos, também na NBA, vamos relembrar alguns:

Gilbert Arenas

Em 2008, o armador era uma superestrela da NBA e havia assinado uma renovação de seis anos e US$ 111 milhões com o Washington Wizards. Mas ele acabou jogando apenas 53 partidas sob esse novo vínculo após ter problemas de lesões e ser suspenso por levar uma arma carregada nos vestiários do time.

Em 2010, ele foi trocado ao Orlando Magic, que no ano seguinte o dispensaram usando a cláusula de anistia, que obrigava o time a ainda pagar os US$ 62 milhões que eram devidos ainda do contrato com os Wizards. Arenas ainda atuou nos Grizzlies antes de deixar a NBA em 2012.

E até 2016, mesmo fora da NBA, ele ainda recebeu o valor integral dos cofres do Magic.

Anderson Varejão

O brasileiro jamais vestiu a camisa do Portland Trail Blazers, mas recebeu US$ 1,9 milhão anuais de 2016 a 2021, mesmo estando fora da NBA.

Isso porque em 2016, após ser trocado pelo Golden State Warriors para os Blazers, a franquia de Portland imediatamente o dispensou. Porém, ainda precisava arcar com os US$ 9,5 milhões de salário que ainda eram devidos a ele do contrato de três anos e US$ 30 milhões assinado com os Cavaliers.

Por isso, Portland usou a "stretch provision", que distribui o salário devido ao atleta no teto salarial pelos próximos cinco anos. Varejão ainda jogou nos Cavs no fim da última temporada, mesmo ainda recebendo salário dos Blazers.

Luol Deng

O ala assinou com os Lakers em 2016 por quatro anos e US$ 72 milhões, algo já visto como uma aberração na época. Dois anos depois, ele foi dispensado, mas desde 2018 e até o fim desta temporada de 2021-22, ele recebe US$ 5 milhões anuais da franquia de Los Angeles.

Larry Sanders

O Milwaukee Bucks foi campeão na última temporada tendo pagado US$ 1,9 milhão para ele não jogar pelo time. E farão isso de novo pela última vez em 2021-22.

Sanders não atua pelos Bucks desde 2014-15 e não está na NBA desde 2017. O pivô teve problemas de lesão, com drogas e admitiu até ter depressão.