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Alan Empereur fala sobre saída do Palmeiras, jogo duro de italianos em negócio e acerto com Cuiabá

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Campeão da Libertadores diz que saiu do Palmeiras contra sua vontade e revela jogo duro de time italiano (1:39)

Alan Empereur, zagueiro do Cuiabá, falou com exclusividade ao ESPN.com.br (1:39)

Depois de uma rápida e vitoriosa passagem pelo Palmeiras, Alan Empereur foi contratado no começo do mês pelo Cuiabá, que enfrentará o Fluminense, nesta segunda-feira, às 20h (de Brasília), pelo Brasileirão.

A repercussão desta partida você acompanha no Linha de Passe, com transmissão pela ESPN no Star+.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, ele explicou por que não ficou no time paulista e as motivações para defender o caçula da Série A.

Tudo começou, segundo o defensor, ainda em 2020, quando ele havia acabado de renovar contrato com o Hellas Verona e recebeu uma oferta irrecusável do Palmeiras.

"Não tinha como rejeitar uma proposta dessas porque meu sonho era jogar em um grande clube. Na Europa, ninguém entendeu, mas tive que explicar aos diretores que estava indo para um grande clube e um dos maiores o Brasil. Eles ficaram chateados, mas entenderam", contou.

Ele foi emprestado com cláusula obrigatória de compra caso atingisse 60% dos jogos pelo Palmeiras. Mesmo tendo sido campeão da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores, sendo fundamental em algumas partidas importantes do clube, o defensor não pôde ficar no Brasil.

"Na metade do contrato, o Palmeiras disse que gostaria de me manter no plantel e fiquei muito feliz na época. Mas as coisas mudaram na mesa entre o Verona e o Palmeiras, que não entraram em acordo. Não dependia de mim. As coisas não aconteceram como a gente queria. O Verona fez jogo duro porque viu que estava jogando e bem", contou.

Ao retornar para o clube italiano, Alan ouviu do diretor que não estava mais nos planos porque havia saído no meio da temporada.

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Alan Empereur, zagueiro do Cuiabá, falou com exclusividade ao ESPN.com.br

"O diretor me disse que só queria me vender e não queria me liberar. Eu tinha amizade com o clube, tinha mais de dois anos de trabalho e um acesso para a Série A, então, eles me liberaram depois de um mês e meio. Se tivessem feito antes, talvez a situação do Palmeiras teria sido resolvida. Algumas coisas não dependem da gente, se dependesse da minha vontade eu queria ficar por lá", desabafou.

"Estou muito feliz e o que ficou para trás foi muito bom. Recordo com muito carinho da minha história com o Palmeiras e da torcida, que sempre me manda mensagens. Gostaria de trabalhar com o Abel Ferreira outra vez".

Chegada ao Cuiabá

Assim que ficou livre no mercado, o defensor conta que recebeu ofertas de clubes italianos da Série A e da Série B, além de um clube turco.

"Minha esposa está gravida e queria voltar ao Brasil depois de tanto tempo fora para que meu filho nascesse aqui mais perto da família", afirmou.

Com isso, ao receber uma proposta do Cuiabá, ele pesquisou a respeito do clube e depois de duas semanas de negociações acabou assinando contrato até 2023.

"Deus tem um propósito. Cheguei a um clube que pensa no futuro, que tem um presidente que mantém a palavra e é um cara sério. Estou muito feliz porque fui muito bem recebido, temos um ótimo grupo e o [técnico] Jorginho é uma ótima pessoa", contou.

O Cuiabá é uma das grandes surpresas da competição. A equipe do Centro-Oeste briga na parte de cima da tabela com 27 pontos, um a menos do que o Fluminense, o adversário desta segunda-feira.

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"É um time novo que veio para ficar na elite do Brasileiro. Agora, é focar no trabalho que está sendo feito aqui e está crescendo muito. Tem jogadores que estão com muita vontade aparecer no campeonato e mostrarem potencial. É focar, trabalhar e esperar a oportunidade".

Alan ainda não estreou pela nova equipe, mas garante já estar pronto para jogar.

"Cheguei um pouco abaixo fisicamente porque não estava treinando com o resto do time. Assim que aparecer a oportunidade quero mostrar dentro de campo. Agora é batalhar para permanecer na elite, nosso maior objetivo", finalizou.