Uma das grandes surpresas das primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro foi Matheus Peixoto. Com sete gols em 12 jogos, o atacante é o artilheiro do torneio ao lado de outros quatro jogadores.
Seu sucesso no Juventude, porém, não terá sequência dentro do futebol brasileiro, por enquanto. Na última semana, o Metalist Kharkiv, da Ucrânia, anunciou sua contratação, onde ele conseguirá realizar um sonho na Europa.
“É um sonho se realizando, desde pequeno quis jogar na Europa. Agora, estou tendo essa possibilidade. Eu vinha muito bem aqui no futebol brasileiro, estava como artilheiro do Brasileirão, era uma meta que eu queria ter alcançado se ficasse”, disse em entrevista ao ESPN.com.br.
“Mas eu fico muito feliz de ter ajudado o Juventude com os gols, os bons jogos que eu fiz. Fico triste de não conseguir ficar até o final, que era uma promessa que tinha feito, mas feliz por estar indo para a Europa”, completou.
O clube já teve outros brasileiros no passado, como Diego Souza, Willian Bigode, Cleiton Xavier e Taison. Este último ajudou Peixoto com ‘conselhos’ sobre a cidade.
“Eu cheguei a falar com o Taison, um pouco depois do nosso jogo contra o Inter. Cheguei a chamar ele no Instagram, até para perguntar como era lá, porque ele jogou lá tem muito tempo, mas procurei saber como era a cidade, as informações. Ele só elogiou, o profissionalismo dos donos. Eu creio que tem tudo para dar certo”, afirmou.
Mas, antes da proposta do Metalist, conversas com outros clubes chegaram a ocorrer, incluindo no Brasil. O atacante revelou sondagens de São Paulo e Internacional, além de uma proposta do Atlético-MG.
“De fora, foi mais o mundo árabe. Daqui do Brasil, foram muitos times que fizeram sondagens, por eu estar em final de contrato com Bragantino e Juventude. Mas clube grande que chegou a fazer proposta foi o Atlético-MG”, comentou.
“Em conversa com meu empresário, ele acabou falando, mas não revelou valores, essas coisas. Teve sondagens de Internacional, São Paulo, mas nada concreto”, revelou.
Seu desejo por jogar na Europa, porém, falou mais alto na hora de aceitar o convite da Ucrânia, além de outros fatores.
“Meu empresário me comunicou, disse que era uma oportunidade boa, tempo de contrato muito bom, seria importante para o meu estilo de jogo. Metalist está com um projeto agora. O dono que levou antes o Willian Bigode, o Taison, voltou e quer levar o clube para onde estava. E o projeto vai ser muito bom para mim. Todo mundo sabe do meu estilo de jogo, centroavante de área, finalizador”, ressaltou.
A ajuda da família e de assistente de Barroca
No início de carreira, Peixoto contou com o auxílio da família e de seus professores para dar os primeiros passos e deslanchar em clubes menores.
“Meu pai sempre foi o pilar disso tudo. Se eu estou aqui, hoje, é graças a ele. Minha mãe, também, mas principalmente meu pai, acho que sem ele eu não estaria aqui, hoje. Tive um treinador que, graças a ele, foi onde tudo começou, ele me levou para a Cabofriense, o Tonho. Ele que começou com esse projeto do Matheus Peixoto lá atrás. E, com o passar do tempo, minha esposa. Ela, ao longo dessa vida que a gente leva no futebol, quando eu estou longe dos meus pais, acaba dando esse apoio”.
Em um momento, porém, a desistência passou pela sua cabeça. Além do pai, Felipe Lucena, assistente de Eduardo Barroca no Botafogo, foi decisivo em sua decisão.
“Quando eu saí do Cruzeiro, estava no sub-17, eu cheguei a pensar em desistir. Moleque, queria voltar para casa e meu pai foi muito importante nisso. Porque ele sempre falou que ia me apoiar até o final. E tem um cara que foi muito importante nisso, que foi o Felipe Sassá, o auxiliar do Barroca no Botafogo, o Felipe Lucena. Ele ligou para o meu pai, tive a oportunidade de ir para o Audax. E foi nesse momento em que pensei em desistir. Fui meio sem esperança e acabou dando certo, acabei ficando e só fui crescendo”.
Fã de Fred, Peixoto ainda tem uma promessa a cumprir para sua avó
O sonho azul em Londres
O atacante possui um sonho em sua carreira: crescer ainda mais na Europa e jogar por gigantes. Um clube, porém, chama mais a atenção dele: o Chelsea.
“Eu sempre fui muito fã do Chelsea. Desde pequeno, no vídeo game, sempre acompanhei por ser fã do Drogba. Ele tinha uma linda história no Chelsea, então sempre fui fã. Quem sabe, me destacando, vou estar perto. Depois que entra no mercado do futebol europeu e se destacando, acaba chamando interesse dos gigantes do futebol”, finalizou.
