Atual campeã olímpica, a seleção brasileira inicia a defesa da medalha de ouro nesta quinta-feira (22), contra a Alemanha, às 8h (de Brasília), pela abertura do torneio masculino de futebol.
O time de André Jardine conta com uma talentosa geração sub-24, reforçada por Santos, Daniel Alves e Diego Carlos, os três acima da idade permitida.
Caberá ao trio dar sequência a uma história repleta de nomes pesados, desde os multicampeões Aldair e Bebeto até mesmo Neymar, principal nome da conquista nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.
Ao todo, 11 jogadores já representaram o Brasil como "veteranos" nos Jogos. A regra de poder convocar três acima de 23 anos começou em 1996 e existe até hoje. Mas a seleção optou por não levar nenhum experiente em Sidney-2000 e sequer se classificou para Atenas-2004.
Relembre abaixo os nomes e também seus desempenhos em cada Olimpíada:
Atlanta-1996
De volta às Olimpíadas após a ausência em Barcelona-1992, o Brasil levou uma talentosa e pesada geração para buscar o ouro nos Estados Unidos. Para agregar experiência a garotos como Dida, Roberto Carlos, Juninho Paulista e Ronaldo (na época Ronaldinho), Zagallo chamou o zagueiro Aldair, o meia Rivaldo e o atacante Bebeto.
Quem teve melhor desempenho, de longe, foi Bebeto. O camisa 7, capitão do time, terminou como artilheiro das Olimpíadas, com seis gols, incluindo um hat-trick na disputa da medalha de bronze, contra Portugal. Mas nem isso impediu a eliminação para a Nigéria, nas semifinais, com o famoso gol de ouro de Kanu na prorrogação.
Aldair, por outro lado, ficou marcado por dois gols sofridos pelo Brasil, ambos em que o zagueiro trombou em Dida, nos jogos contra Japão e Hungria, na primeira fase. Já Rivaldo, que vivia excelente fase no Palmeiras, passou em branco e recebeu muitas críticas pela atuação, a ponto de ser barrado da equipe titular antes da semifinal.
Pequim-2008
Dunga, assim como Zagallo 12 anos antes, dividiu o cargo de técnico das seleções principal e olímpica. Também com um time talentoso, com nomes como Marcelo, Hernanes, Anderson e Alexandre Pato, o ex-volante chamou apenas dois acima de 23 anos: o zagueiro Thiago Silva e o atacante Ronaldinho, este por pressão do presidente da CBF Ricardo Teixeira.
Robinho também estava na convocação, mas acabou cortado a pedido do Real Madrid.
Em Pequim, Thiago Silva praticamente nem jogou. Foi preterido por Breno e Alex Silva na zaga e participou apenas de um jogo da primeira fase, além de entrar durante a disputa do terceiro lugar.
Já Ronaldinho, capitão e camisa 10, pouco fez. Anotou dois gols, de pênalti e falta contra a Nova Zelândia, e foi mero espectador na derrota por 3 a 0 para a Argentina, de Lionel Messi, na semifinal.
Londres-2012
Sob comando de Mano Menezes, Thiago Silva ganhou nova oportunidade entre os acima de 23 anos. A seu lado, foram chamados o lateral-esquerdo Marcelo, outro titular absoluto do time, e também o atacante Hulk, que dava seus primeiros passos na seleção.
Em um time liderado tecnicamente por Oscar e Neymar, os veteranos foram bem coadjuvantes na campanha que levou o Brasil à medalha de prata, após derrota para o México, em Wembley. Hulk, por exemplo, chegou a perder a posição de titular e só marcou na final, o gol de honra da equipe.
Thiago Silva e Marcelo atuaram o tempo inteiro como titulares e jogaram em bom nível, mas não a ponto de se destacarem individualmente. O zagueiro fez dupla com Juan Jesus, revelação do Internacional, enquanto o lateral chegou a formar uma parceria com Alex Sandro pelo lado.
Rio-2016
Rogério Micale tinha outros planos. Além de Neymar, claro, o técnico convocou inicialmente o goleiro Fernando Prass e o atacante Douglas Costa, só que ambos tiveram que ser cortados por lesão. A missão de agregar experiência caiu nos colos de Weverton e Renato Augusto.
Foi com esse trio que o Brasil ganhou seu primeiro ouro no futebol. Renato Augusto fez um torneio de muita regularidade e comandou o setor de meio-campo da seleção, embora não tenha anotado nenhum gol. Bateu um dos pênaltis na decisão contra a Alemanha.
Weverton brilhou na hora certa, ao defender o chute de Peterson na final do Maracanã, que abriu caminho para Neymar fazer o gol do título. O astro daquele time marcou quatro gols durante a campanha, todos na fase de mata-mata, e conseguiu o título que faltava na galeria do futebol nacional.
