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Cruzeiro vai sofrer nova punição na Fifa por dívida de R$ 6 milhões e não tem dinheiro para pagar, avisa presidente

A situação do Cruzeiro vai ficando cada vez mais complicada. Após sofrer uma punição na Fifa no fim de junho, por conta de dívida com o Defensor, do Uruguai, pela compra de Arrascaeta, hoje no Flamengo, o clube mineiro sofrerá um novo transfer ban. Quem revelou foi Sérgio Santos Rodrigues, presidente da Raposa.

Segundo o mandatário, até o fim do mês o Cruzeiro deverá ser mais uma vez notificado pela entidade máxima do futebol mundial, agora por conta de uma dívida pelo atacante colombiano Duvier Riascos, comprado em 2015 pelo então presidente Gilvan de Pinho Tavares.

"As dívidas da Fifa existem há muito tempo. Infelizmente, estouraram todas de uma vez. São processos que tramitaram três, quatro, cinco, seis anos, conforme for a dívida. Tiveram atletas que renderam muito dinheiro ao Cruzeiro e as dívidas não foram pagas", começou por dizer Sérgio Santos Rodrigues, em coletiva.

Ainda segundo o atual presidente, assim como na dívida por Arrascaeta, a Raposa não tem dinheiro para pagar o débito envolvendo Riascos.

"Temos essa do Arrascaeta, que gerou o transfer ban, vamos ter outra do Riascos agora em julho, que geraria outro transfer ban. Não existe, em princípio, recursos para pagá-las. A punição que existe para elas é o não registro de jogadores", completou.

No caso do atacante colombiano, a dívida inicial é de 1,14 milhão de dólares (cerca de R$ 6 milhões na cotação atual) com o Mezlatán, antigo Monarcas Morélia, do México.

Riascos, por sua vez, teve passagem apagada pelo Cruzeiro e marcou apenas um gol nos 16 jogos que disputou. Ele foi embora em 2017.

O débito por Arrascaeta já trouxe um transfer ban à Raposa, que está impedida de registrar novos jogadores pelas próximas três janelas de transferência ou até que a dívida seja paga. A situação envolvendo Riascos pode complicar ainda mais a vida do clube.

Caso não pague o que deve até o final deste período, o Cruzeiro pode sofrer sanções ainda mais graves, podendo novamente perder pontos no campeonato nacional ou até mesmo ser rebaixado de divisão, assim como a situação de Denilson.