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Adriano x Gabigol: ex-Flamengo escolhe Imperador no par ou ímpar: 'Fazia gols de cabeça, assistências. Uma p*** carreira na Europa'

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Maracanã, a casa dos golaços de Adriano Imperador com a camisa do Flamengo (1:13)

Adriano será o próximo homenageado na calçada da fama do Maracanã. O ex-jogador e ídolo do Flamengo recebeu a notícia na última segunda-feira (03) e compartilhou a emoção nas redes sociais. (1:13)

Adriano e Gabigol são ídolos que marcaram época na história do Flamengo. Enquanto o Imperador foi destaque na conquista do Brasileirão de 2009, o atual atacante do time rubro-negro é o principal nome de uma era vitoriosa que incluiu o título da Conmebol Libertadores de 2019.

Na Europa e na seleção, porém, ambos tiveram caminhos diferentes. Adriano viveu momentos de protagonismo pelo Brasil – principalmente na Copa América e na Copa das Confederações - e brilhou com a camisa da Inter de Milão. Já Gabigol teve uma passagem apagada pelo "Velho Continente" e busca se firmar com Tite.

Questionado se fosse para optar entre Adriano e Gabigol, Reinaldo, ex-atacante do Flamengo, fez vários elogios ao atual ídolo rubro-negro, mas escolheria o Imperador.

"Pergunta difícil demais (risos). No par ou ímpar para escolher no meu time eu escolho o Adriano. Respeito demais o Gabigol, está entre os cinco maiores jogadores da história do Flamengo e já está marcado na história, não tenha dúvida. É um cara sensacional dentro de campo, decisivo. O Imperador fazia gols, assistências, girava, fazia gols de cabeça... Chegou na Europa e fez uma puta carreira e na seleção. Escolho o Adriano", disse ao ESPN.com.br.

Apesar disso, ele confia que o atual camisa 9 rubro-negro poderá chegar mais longe e trilhar os mesmos caminhos do Imperador.

"Quando o Gabigol se firmar na seleção brasileira acho que vai ser difícil pará-lo porque o que ele faz no Flamengo em jogo decisivo ele chama gol. Está presente, quer a bola toda hora ele. Se o Adriano é o Imperador, o Gabigol é o príncipe da Gávea. Tem que respeitar!", afirmou.

Revelado no time carioca no começo dos anos 2000, Adriano por muito pouco não teve um destino bastante diferente. Reinaldo lembra com detalhes dos primeiros passos do "Imperador" na equipe principal.

"O Adriano estava para ser mandado embora quando jogava como lateral-esquerdo e virou centroavante com o técnico Carlinhos. Ele virou um cavalo ali na frente, subiu e fez dois coletivos no profissional. O pessoal falou: 'Esse cara em mais uns meses vai atropelar. Não tem como'. Virou um fenômeno mesmo!", disse Reinaldo.

"Fico muito feliz de ter participado do crescimento dele porque eu era titular quando ele subiu. Sempre fui um cara de dar muitos conselhos e dizer o que precisava melhorar e na parte tática. Nossa amizade prevalece até hoje e fico feliz por ele ter se tornado Imperador", afirmou.

O antigo colega lamenta apenas que o Imperador não tenha atingido todo o potencial esperado.

"Pena que não deu sequência que esperavam. O Adriano era para jogar umas quatro Copas do Mundo, ser campeão e até ser eleito o melhor jogador do mundo se tivesse mantido a sequência que teve quando ganhou o apelido de Imperador na Itália", afirmou.