Na última quinta-feira, gerou polêmica a notícia de que o garoto Estevão Willian, de apenas 14 anos, deixou o Cruzeiro e assinou com o Palmeiras para jogar nas categorias de base.
Conhecido como "Messinho" na Toca da Raposa, ele tinha a opção de fazer um contrato de formação (que não é um vínculo profissional, já que este só pode ser formalizado quando um atleta faz 18 anos) com a Raposa depois que completou 14 anos, em 24 de abril.
No entanto, deixou o clube mineiro e foi registrado na última quinta-feira pelo Verdão - seu nome, inclusive, já consta no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF como atleta alviverde.
Em meio a reclamações sobre aliciamento do garoto, o ESPN.com.br apurou que a decisão de levar Estevão para o Allianz Parque foi do próprio pai do jogador, Ivo Gonçalves, que cuida de sua carreira.
O Alviverde, por sua vez, diz estar resguardado juridicamente, já que entende que agiu eticamente e dentro das boas práticas de mercado, pois "Messinho" não tinha contrato ou vínculo com outra entidade.
Nos bastidores palmeirenses, o fato é visto como normal, já que, como o clube se tornou referência no trabalho de categorias de base nos últimos anos, é comum que empresários e familiares ofereçam atletas ao Palmeiras - principalmente depois que, em 2020, a utilização de garotos das categorias inferiores no elenco principal se tornou algo comum.
Ou seja: além da captação que o Palmeiras já faz de jovens talentos no futebol brasileiro e sul-americano, também há casos de reforços que chegam através de indicações externas.
Segundo ouviu a reportagem, o Verdão está tranquilo com a situação e se sente respaldado juridicamente, já que entende ter feito tudo dentro dos padrões legais e éticos.
Nascido em 2007, Estevão Willian ficou conhecido no Brasil ao assinar um contrato com a Nike em 2018, quando tinha apenas 10 anos.
Natural de Franca-SP, ele começou no futsal do Cruzeiro e depois entrou para o time de campo, quando ganhou o apelido de "Messinho".
Seu nome também esteve envolvido em uma enorme polêmica na Toca da Raposa, depois que reportagem do programa "Fantástico", da TV Globo, revelou que a antiga diretoria celeste, comandada por Wagner Pires de Sá e Itair Machado, cedeu parte dos "direitos econômicos" de Estevão (que sequer tinha contrato) a um empresário para quitar uma dívida.
À época, o prodígio tinha só 11 anos, e não podia ter qualquer tipo de direitos negociados, já que isso vai contra a legislação esportiva brasileira.
