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Nilmar abre o jogo no Bola da Vez: depressão, 'vaidades' no Corinthians e possível volta ao futebol

Nilmar foi o convidado do Bola da Vez deste sábado. O ex-jogador de Corinthians, Internacional e Santos, que disputou a Copa do Mundo de 2010 com a seleção brasileira repassou a carreira e abriu o jogo: do sofrimento com a depressão a até uma possível volta ao futebol. Para rever o programa, na íntegra, acesse o ESPN App.

O ex-atacante teve a trajetória no futebol interrompida em 2017, quando teve o contrato com o Santos, seu último clube, suspenso para tratar uma depressão. Antes disse, ele havia passado um ano sem atuar, no Al Nasr, dos Emirados Árabes.

"Foi o momento mais difícil que eu vivi. Eu tinha mais um ano de contrato, tive oportunidades de sair e acabei não saindo. Tinha filhos em escolas e tudo mais. E lá no mundo árabe, quem jogou sabe como é. O pessoal acabou me afastando nesse período. Eu fiquei treinando separado. E aquilo abalou o meu psicológico”, recorda (veja no vídeo acima para assistir).

“Eu pensava: ‘sou um jogador que disputou Copa do Mundo’. Eu tinha essa pressão internamente. E quando eu cheguei no Santos, eu não tive tempo de tomar decisões, tirar um tempo pra mim. Eu fui direto pra lá. Era uma oportunidade de recomeço, mas eu estava há um ano sem jogar. Foi difícil readaptar. Mas comecei a não sentir mais alegria de treinar, não estava com disposição. Fiquei confuso mentalmente.”

Mais de três anos depois, Nilmar conta que ainda recebe propostas para voltar a atuar. Apesar de uma “chama” que se acende e a “coceira”, ele afirma que não tem isso nos planos.

"Empresários me ligam pedindo pra voltar. Aí reacende aquela chama lá no fundo. Dá uma coceira, vai dar para sempre. Não tem como. Eu sou realista, foi acontecendo naturalmente, fui ficando cada vez mais distante. Se você fica uma semana sem jogar, já sofre. Imagina eu que estou há três anos. Tem que ter um projeto, uma preparação. E hoje eu não vejo assim."

Outro período marcante da carreira relembrado por Nilmar foi o seu no Corinthians, clube pelo qual foi campeão brasileiro, em 2005, em elenco recheado de estrelas: Carlos Tévez, Roger, Carlos Alberto... Ele não tem dúvidas: o time mais “casca grossa” com que conviveu.

"Foi, de vaidade. Nossa Senhora! Na época, todos vindo da Europa. Eu vindo da França, Carlos Alberto de Portugal. Roger também. O Tévez do Boca. Mas a gente se dava bem. É claro que tinha muita briga interna, era muita vaidade. Era só o Corinthians que tinha jogadores assim, em termos financeiros e reconhecimento também. Era casca grossa, mas o ambiente era gostoso. Eu, particularmente, gostei muito. Foi uma grande experiência."

Veja abaixo outros trechos da entrevista de Nilmar no Bola da Vez:

O melhor parceiro da carreira

O Internacional

O auge na carreira

Volta de Taison ao Inter