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UFC: Weidman diz que ainda não chegou nem no auge e conta como vai voltar ao topo a partir deste sábado

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Weidman admite erros e baixa na carreira, mas garante: 'Vocês verão minha versão; será meu renascimento' (1:31)

Ex-campeão do Ultimate e grande algoz da carreira de Anderson Silva falou em exclusividade com a ESPN Brasil (1:31)

Você já ouviu falar dele. Talvez faça tempo que não ouça seu nome, mas ao ler 'Chris Weidman', sua memória encontra uma imagem: a de algoz de Anderson Silva. Após tirar o cinturão dos médios do UFC do brasileiro em 2013 e batê-lo novamente meses depois, o lutador americano ficou com o posto de campeão até 2015.

De lá para cá, entretanto, as coisas pararam de dar certo. Na mesma luta, contra Luke Rockhold, ele perdeu sua invencibilidade no MMA e o posto de melhor do mundo na categoria. Contando essa primeira derrota, ele perdeu cinco das últimas sete lutas que disputou, vencendo Kelven Gastelum, em 2017, e Omari Akhmedov, em 2020, no que é seu último combate.

Em entrevista exclusiva com o ESPN.com.br, Weidman explicou o que aconteceu em sua carreira e por que essa queda tão brusca quando ainda tinha idade para seguir no auge.

"Por um tempo eu fui o campeão do mundo, invicto, lutando contra Anderson Silva... Meus objetivos estavam alinhados, eu trabalhava duro, estava focado. Acho que muitas das derrotas que tive foram por trabalhar menos do que deveria. Honestamente, começou a acontecer depois da minha luta contra o Lyoto Machida. Eu pensava que tinha que continuar defendendo o cinturão, mas não tinha objetivos claros. Eu comecei a trabalhar o mínimo possível ao invés do máximo possível. E eu acho que paguei o preço. Na luta contra o Vitor Belfort, ainda deu certo, mas depois, quando eu notei, estava perdendo. Chegando para essa luta agora, eu me sinto de volta para o 'velho eu', pensando em ética de trabalho, tempo que estou trabalhando... Eu não saio da academia desde minha última luta. Eu deveria ter lutado em fevereiro, isso foi adiado por causa do COVID, mas eu segui treinando."

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1:14

Ex-campeão do UFC, Weidman conta seus planos para o futuro e como pretende se aposentar com o cinturão

Ex-campeão do Ultimate e grande algoz da carreira de Anderson Silva falou em exclusividade com a ESPN Brasil

Nesse sábado, seu desafio é contra Uriah Hall, curiosamente o homem que 'aposentou' Anderson Silva no UFC há seis meses. O jamaicano é velho conhecido de Weidman. Em 2010, o americano o nocauteou e venceu o título dos médios do Ring of Combat (ROC). Aquela foi a 3ª luta da carreira de Chris e a 5ª de Uriah.

"O Uriah Hall sabe que eu posso nocauteá-lo. Por eu ser um wrestler, ele tem que se preocupar com não ir pro chão, o que abre espaço para eu poder golpear. Ele vai ter que se preocupar com muitas coisas. Eu sou muito perigoso, e é no chão que está nossa maior diferença. Se formos para o chão, tem uma diferença de muitos níveis entre eu e ele", explicou Weidman.

"Estou em ótima forma e sinto que vocês verão a melhor versão de mim contra o Uriah Hall. Será o renascimento de Chris Weidman", completou.

Hoje, aos 36, Chris planeja uma volta por cima e mostra que sua ambição segue viva, e a meta é voltar ao topo. E ele tem os passos traçados para fazer isso.

"Eu me vejo indo lá, sendo minha melhor versão no sábado, e depois lutando contra mais um grande nome, aí uma luta pelo título, uma defesa de cinturão e encerrar minha carreira. Eu quero encerrar a minha carreira no topo."

Apesar do plano definido, ele mostra um pouco de flexibilidade: "A única coisa que posso ver sendo diferente é o seguinte. Eu não vou ficar implorando por uma luta de título, quero que meu trabalho mereça. Então, se eu ganhar essa e a próxima e ainda precisar de mais uma luta para ter a luta do título, eu posso ver isso acontecendo, lutando mais essa para lutar pelo cinturão."