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Fifa emite comunicado e se coloca contra a existência da Super League fundada por 12 gigantes europeus

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Superliga: saiba o que é e entenda a 'guerra' que tomou conta dos bastidores do futebol europeu (1:31)

O novo torneio recebeu, antes mesmo da confirmação, uma resposta dura da Uefa, em parceria com Premier League, LaLiga e Serie A, que, na véspera do anúncio de novidades na Champions, ameaçou clubes e até jogadores que fizerem parte da iniciativa. (1:31)

Após 12 gigantes europeus anunciarem a criação da nova Super League europeia, que coloca em xeque a existência da Uefa Champions League, a Fifa emitiu comunicado e se colocou contrária ao torneio.

Adotando um tom relativamente leve, a entidade que rege o futebol mundial pediu "diálogo" entre todas as partes, mas assegurou que não aceitará a competição que alguns dos maiores clubes desejam realizar em breve, fora do comando da Uefa.

"Como já dito diversas vezes, a Fifa gostaria de esclarecer que segue firme a favor da solidariedade no futebol e segue defendendo um modelo de distribuição igualitária de dinheiro para ajudar no desenvolvimento do esporte a nível global, já que o desenvolvimento do futebol mundial é a missão primordial da Fifa", escreveu.

"Na nossa visão, e de acordo com nossos estatutos, qualquer competição de futebol, seja ela nacional, regional ou global, deve sempre refletir os princípios da solidariedade, inclusividade, integridade e distribuição financeira igualitária. Além disso, as entidades que comandam o futebol devem sempre empregar mendidas esportivas e disciplinares para garantir que essas regras sejam respeitadas", seguiu.

"Dito isso, a Fifa só pode expressar sua desaprovação com a criação de uma nova Super League europeia fechada, que fica fora da estrutura internacional do futebol e não respeita os princípios mencionados acima", argumentou.

"A Fifa sempre se posicionará a favor da unidade no mundo do futebol e convida todas as partes envolvidas nessa discussão acalorada para entrarem em um diálogo calmo, construtivo e balanceado pelo bem do jogo e no espírito da solidariedade e do fair play. A Fifa irá, é claro,, fazer o que for necessário para contribuir com medidas que harmonizem com o avanço e com os interesses de todos no futebol", finalizou.

Os clubes fundadores são os seis principais times da Inglaterra (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United, Manchester City e Tottenham), os três gigantes da Espanha (Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid) e mais o trio dos chamados grandes da Itália (Milan, Inter de Milão e Juventus).

O primeiro presidente da liga será Florentino Pérez, mandatário do Real Madrid. Os vices serão Andrea Agnelli, da Juventus, e Joel Glazer, dono do Manchester United.

De acordo com os fundadores, haverá ainda a participação de três clubes convidados na primeira edição do torneio. Os nomes dos times em questão não foram divulgados, mas é provável que Bayern de Munique e Paris Saint-Germain estejam entre eles.