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Milan: Honda relembra passagem pelo clube e conta por que Balotelli 'não evoluía' no futebol: 'Um grande talento, mas não fazia nada para melhorar'

Aos 34 anos, Keisuke Honda foi recentemente anunciado como novo reforço do Neftchi, do Azerbaijão. O destino inusitado do japonês veio depois de uma passagem relâmpago de cinco dias no Portimonense e a saída sem brilho do Botafogo.

Em entrevista ao jornal La Gazzetta dello Sport, o experiente meia japonês relembrou a passagem pelo futebol italiano, quando defendeu o Milan e a amizade com o polêmico atacante Mario Balotelli.

“Um grande talento, mas não fazia nada para melhorar. Eu queria mudar a sua rotina diária: 'Mario, confia em mim. Se você quer se tornar o melhor, tem que treinar muito'. Ele me olhou com uma cara séria e no dia seguinte apareceu na academia 40 minutos antes da sessão. Fez o mesmo no dia seguinte. No terceiro, ele já estava entediado. Esse é o Mario", afirmou o meia.

Sobre a chegada ao Milan, Honda falou sobre usar a 10. O meia foi sincero e modesto ao revelar que não se considera um craque comparado a outros que usaram a lendária camisa rubro-negra e também relembrou dos problemas internos que prejudicaram o clube.

“O clube não tinha dinheiro para comprar os melhores jogadores. Muitos jogadores 'normais' tiveram a chance de usar essa camisa. Não havia estratégia, nenhuma estrutura corporativa precisa, um novo treinador chegava a cada três meses. Com esse clima, era impossível obter resultados. Demos 100%, mas os fãs esperavam mais".

Atualmente, o Milan briga pelo título do Campeonato Italiano e está a seis pontos da líder e rival Inter de Milão. Sem conquistar o Scudetto desde a temporada 2010-11, o clube do San Siro conta com Ibrahimovic, jogador o qual Honda tem admiração.

“Eu nunca o encontrei, mas digo a ele que adoraria conhecê-lo. Acho que ele é um gigante do ponto de vista do futebol, gostaria de conhecê-lo mais sob o aspecto do personagem. Espero que ele consiga vencer o scudetto com os rossoneri. Eu sempre sigo o Milan”.

Honda chegou ao Milan na temporada 2013-14 e deixou San Siro em 2016-17. Ao todo, entrou em campo 92 vezes, marcou 11 gols e conquistou uma Supercopa da Itália.