O Campeonato Paulista seguirá sendo disputado, até segunda ordem. Após ganhar força a possibilidade de paralisação do torneio por conta dos elevados números de contágio da COVID-19 no Estado, esta decisão não foi anunciada como uma das novas medidas de combate durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, na zona Sul da capital.
“Essas recomendações do Ministério Público acompanham a discussão de medidas que podem ser necessárias para além do que temos hoje na fase vermelha. Estamos trabalhando em como viabilizar medidas que podem de fato aumentar o nível de isolamento social”, disse Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência de combate à COVID-19.
“O que precisamos é reduzir o contato entre as pessoas. Isso se faz ficando em casa. Já tivemos resultado positivo nos primeiros dias de fase vermelha. [Novas medidas] podem fazer parte de uma série de medidas que vão se somar ao que já temos hoje. Se for necessário, o Governador vai anunciar assim que for conveniente”.
A manutenção da competição, ao menos que provisória, atende a um pedido da Federação Paulista de Futebol (FPF) e de clubes, e contraria momentaneamente a recomendação do Ministério Público Estadual, que indicava a suspensão de todas as atividades esportivas por conta da entrada do estado na fase vermelha, etapa mais rigorosa e que restringe mobilidade urbana e serviços essenciais em todas as 645 cidades do estado.
São Paulo enfrenta um grande aumento de casos de COVID-19 nas últimas semanas, o que deixa hospitais e outros atendimentos de saúde em estado preocupante. O estado já superou a barreira de 2,1 milhões de casos e 61,5 mil mortes desde março do ano passado.
A fase vermelha programada pelo governo vai até 19 de março.
Isto significa que a partida entre Palmeiras e São Caetano, que está programada para esta quinta-feira (11), e toda a quarta rodada, entre sábado (13) e segunda-feira (15), permanecem mantidas. A quinta rodada começa no sábado seguinte (20).
A FPF já havia se mostrado contrária à paralisação do torneio (a entidade chegou a emitir nota oficial, assista ao vídeo no topo desta notícia), assim como alguns clubes, e tentava costurar um acordo entre o governo de São Paulo e o Ministério Público para manter o calendário do jeito que está.
