A LaLiga, entidade que organiza o Campeonato Espanhol, revisou o limite de gastos dos clubes com seus jogadores, reduzindo o teto do Barcelona e elevando o do Real Madrid, de acordo com dados publicados nesta terça-feira.
As equipes da primeira divisão tinham um teto salarial de 2,333 bilhões de euros (R$ 15,95 bilhões) no início da temporada, que após a nova revisão foi reduzido para 2,224 bilhões de euros R$ 15,2 bilhões).
Na 2ª divisão, o teto praticamente não mudou, passando de 237,5 milhões de euros (R$ 1,623 bilhão) para 237,1 milhões de euros (R$ 1,62 bilhão).
"Nosso limite caiu 22%", disse o diretor-geral corporativo da LaLiga, José Guerra, esta terça-feira durante uma cerimônia de apresentação desta atualização sobre os tetos salariais dos clubes.
Guerra justificou esta revisão principalmente pela falta de público nos estádios, uma vez que os clubes tinham feito os seus orçamentos no início da temporada, contando com a possibilidade do retorno de parte dos espectadores em janeiro.
"Esperávamos que em janeiro ou fevereiro pudesse ter público, mas não vamos conseguir ter um público significativo ao longo da temporada", salientou.
Após a revisão, apenas Real Madrid, Celta, Granada e Huesca viram o seu limite subir, enquanto o do Barcelona caiu.
A equipe da capital espanhola passa de um limite de 468,5 milhões de euros (R$ 3,202 bilhões) para 473,3 milhões de euros (R$ 3,235 bilhões).
O Real Madrid conseguiu aumentar o seu limite graças aos lucros com transferências e aos resultados positivos das temporadas anteriores que compensaram o dinheiro perdido pelo clube com a venda de ingressos.
O Barcelona, por outro lado, viu seu teto salarial reduzido de 382,7 milhões de euros (R$ 2,616 bilhões) para 347 milhões (R$ 2,372 bilhões).
Na temporada passada, a equipe catalã, que atravessa fortes tensões econômicas, gastou 391,6 milhões de euros (R$ 2,676 bilhões) com os salários da equipe principal, de acordo com o orçamento da temporada 2019/20.
O teto salarial, calculado com base em diversas variáveis, é um indicador utilizado pela LaLiga para controlar as diferenças econômicas entre os 42 clubes da primeira e segunda divisões.
