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Ex-presidente do Barcelona, Bartomeu é preso na Espanha por caso 'Barçagate'

A segunda-feira (1º) começou intensa na Espanha. A polícia da Catalunha prendeu o empresário Josep Maria Bartomeu, ex-presidente do Barcelona, por suspeita de seu envolvimento no caso conhecido como 'Barçagate', uma investigação que se debruça sobre uma empresa contratada pelo clube para supostamente realizar campanhas de difamação nas redes sociais contra jogadores e dirigentes contrários à gestão do ex-cartola.

A informação foi confirmada pela ESPN. A polícia local fez uma busca na sede do clube nas primeiras horas do dia.

Logo em seguida se dirigiu à residência de ex-dirigentes. Além de Bartomeu, também foram presos Óscar Grau, ex-CEO, Jaume Masferrer, que ocupava o cargo de assessor do presidente na antiga gestão, e Roman Gómez Ponti, responsável pelo departamento jurídico.

Pressionado pelas acusações contra sua administração, Josep Maria Bartomeu renunciou ao cargo de presidente do clube em 27 de outubro de 2020.

Entenda o escândalo 'Barçagate'

Um relatório dos Mossos d'Esquadra, a polícia da Catalunha, concluiu que existiu corrupção no Barcelona no caso do 'Barçagate', depois que foram analisados os resultados das investigações feitas nos bastidores do clube em 29 de junho a pedido da juíza Alejandra Gil, titular do Juizado de Instrução nº13 de Barcelona, de acordo com informação do jornal El Mundo.

A investigação foi feita em cima da contratação da empresa I3 Ventures, que prestou serviços de monitoramento de redes sociais para a equipe blaugrana por 1 milhão de euros, valor que seria "seis vezes superior ao normal", de acordo com o relatório policial.

A investigação aponta que o patrimônio financeiro do Barça "foi afetado em benefício próprio de diversas pessoas, fracionando fraudulentamente os contratos e faturas para evitar a supervisão do órgão de controle de contas do clube".

Isso se refere ao fracionamento dos pagamentos em cifras inferiores aos 200 mil euros, para não terem que ser aprovadas pela comissão de controle que era dirigida pelo vice-presidente Emilo Rousaud, o que acabou resultado em sua demissão.

"A análise da situação mostra que algumas pessoas tiraram benefícios e vantagens da situação", disse a polícia catalã, que colocou em dúvida também a auditoria realizada pela PriceWaterhouseCoopers, a pedido do presidente Josep Maria Bartomeu, já que "apesar de aportar informações relevantes, não se pode deixar de lado o fato de que ela foi comandada pelos supostos autores dos eventuais delitos".

A polícia da Catalunha não se refere só a essa falta de controle premeditado, mas também o vincula a um benefício pessoal, falando de "delitos de administração desleal e corrupção entre particulares", sinalizando igualmente que Jaume Masferrer, oficialmente suspenso de seu trabalho e salário pelo presidente enquanto a investigação era realizada, "seguiu recebendo seu salário".

O Barcelona se manifestou logo depois em seu site oficial.

Em relação à entrada e busca da Polícia Catalã esta manhã nos escritórios de Camp Nou por despacho do Tribunal de Instrução n.º 13 de Barcelona, ​​que se ocupa do processo relativo ao contato com os serviços de vigilância nas redes sociais, o FC Barcelona ofereceu colaborar plenamente com as autoridades legais e policiais para ajudar a esclarecer os fatos que estão sujeitos a investigação.

A informação e a documentação solicitadas pela Polícia Judiciária referem-se estritamente aos fatos relativos a este caso.

O FC Barcelona expressa o seu maior respeito pelo processo judicial em vigor e pelo princípio da presumível inocência das pessoas afetadas no âmbito desta investigação.