Hernán Crespo faz neste domingo (28) sua primeira partida oficial no comando do São Paulo. O argentino, campeão da Copa Sul-Americana pelo Defensa y Justicia, inicia a passagem pelo Tricolor contra o Botafogo-SP, no Morumbi, pela abertura do Campeonato Paulista.
Pressionado pela necessidade de títulos, que o clube não conquista desde 2012, o ex-atacante será mais um estrangeiro a dirigir o São Paulo. Recentemente, nomes como o colombiano Juan Carlos Osorio, o argentino Edgardo Bauza e o uruguaio Diego Aguirre passaram pelo time, tiveram bons momentos, mas não conquistaram nada.
Relembre abaixo como foram as estreias dos últimos cinco estrangeiros no comando do São Paulo e como cada um deixou o Morumbi:
Darío Pereyra
Ídolo são-paulino, pelos anos e conquistas dos tempos de zagueiro, Darío Pereyra substituiu o então iniciante Muricy Ramalho em meio ao Paulista de 1997. A estreia foi com vitória: 2 a 0, curiosamente, no Botafogo-SP, gols de Aristizábal e Nem.
O uruguaio levou o Tricolor a dois vices (Paulistão e Supercopa da Libertadores, ambos no primeiro ano) e deixou o cargo no começo de 1998. Ao todo, foram 63 jogos: 25 vitórias, 22 empates e 16 derrotas. Deu lugar a Nelsinho Baptista, que seria campeão estadual no mesmo ano.
Roberto Rojas
O chileno foi preparador de goleiros do São Paulo por anos até assumir interinamente o cargo com a demissão de Oswaldo de Oliveira. Ao lado de Milton Cruz, começou seu trabalho com vitória por 3 a 2 sobre o Figueirense, no Campeonato Brasileiro de 2003, gols de Luis Fabiano (dois) e Gustavo Nery.
Com Rojas, o Tricolor conseguiu a classificação à Conmebol Libertadores e voltou a disputar o torneio após nove temporadas ausente. Saiu após 52 jogos, com 28 vitórias, 13 empates e 11 derrotas. Quem herdou o cargo, já em 2004, foi Cuca, que iniciou a montagem do time que venceria a própria Libertadores e o Mundial de Clubes em 2005.
Juan Carlos Osorio
Mais um que começou com vitória a trajetória no Morumbi. Osorio, ainda uma novidade no futebol local, estreou com 2 a 0 sobre o Grêmio, gols de Luis Fabiano e Rogério Ceni, pelo Brasileirão de 2015.
A passagem do colombiano foi mais curta do que se esperava. Após desentendimentos com o então presidente Carlos Miguel Aidar, Osorio aceitou uma proposta do México exatos quatro meses depois de desembarcar no Brasil. Ao todo foram 12 vitórias, 7 empates e 9 derrotas em 28 partidas. Para o seu lugar, chegou Doriva.
Edgardo Bauza
O último argentino a dirigir o São Paulo (antes de Crespo, claro) iniciou o trabalho com empate por 1 a 1 com o Red Bull, que ainda não era Bragantino. Em Campinas, Paulo Henrique Ganso anotou o único gol tricolor.
Com um time limitado, mas muito aguerrido, Bauza levou o clube à semifinal da Libertadores, quando perdeu para o Atlético Nacional. O trabalho chamou atenção da seleção da Argentina, que "roubou" Bauza do São Paulo em agosto. Ele saiu após 48 partidas, com 18 vitórias, 13 empates e 17 derrotas.
Diego Aguirre
Coube a outro ex-atacante, só que uruguaio, ser o último estrangeiro a trabalhar no São Paulo. Aguirre substituiu Dorival Júnior e estreou com derrota: 1 a 0 para o São Caetano, nas quartas de final do Paulistão. O Tricolor acabaria eliminado na semifinal, para o Corinthians, nos pênaltis.
Aguirre viveu o melhor momento no Brasileirão, quando levou o clube à liderança e faz a torcida sonhar com o título, mas a queda, parecida com o que aconteceu em 2020, o fez perder o emprego cinco rodadas antes do fim. A passagem durou 57 jogos: 29 vitórias, 13 empates e 15 derrotas.
