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Dirigente do Goiás diz que clube precisa 'trabalhar para não virar um Cruzeiro'

Com o rebaixamento já confirmado à Série B em 2021, o Goiás se despede da elite nacional nesta quinta-feira (25), quando encara o Vasco, em São Januário, pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o novo descenso, o clube já se prepara para a readaptação à nova realidade.

Para Hailé Pinheiro, presidente do Conselho Deliberativo do Esmeraldino, o retorno à primeira divisão passará pela organização do clube. O cartola, no entanto, citou um outro gigante como 'exemplo negativo' para os goianos evitarem, em uma declaração que gerou polêmica.

“O rebaixamento é ruim demais, mas o Goiás não vai acabar. O que precisamos é trabalhar para não deixar o Goiás virar um Cruzeiro. Se acontecer, vai acabar com tudo”, disse o dirigente em entrevista ao jornal 'O Popular'.

Rebaixado à segunda divisão em 2019 e punido pela Fifa por uma dívida de 850 mil euros junto ao Al Wahda, dos Emirados Árabes, pelo empréstimo do volante de Denílson, que resultou na perda de 6 pontos, o Cruzeiro terminou a Série B de 2020 na 11ª colocação, longe de garantir seu retorno à elite nacional.

Mergulhado em uma grave crise financeira, que somam dívidas na ordem de R$ 1 bilhão, o clube tem seu nome ligado a questão na Justiça por conta de ex-dirigentes.

Após apurações em 2020, o Ministério Público de Minas Gerais denunciou Wagner Pires de Sá (ex-presidente), Itair Machado (ex-vice-presidente-executivo) e Sérgio Nonato (ex-diretor-geral) por suspeita de crimes como lavagem de dinheiro, apropriação indébita, falsidade ideológica e formação de organização criminosa.