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Ídolo do Borussia Dortmund revela 'não lembrar' da festa de título da Champions League

O Borussia Dortmund está em busca do seu segundo título da Uefa Champions League e enfrenta o Sevilla nas oitavas de final da atual temporada. Na primeira conquista, Karl-Heinz Riedle foi o protagonista da decisão com dois gols na final. As comemorações, porém, não são muito claras para o ex-jogador.

“Nós tínhamos alguma experiência em celebrar qualquer título, porque nós vencemos duas vezes a Bundesliga, então, nós nos acostumamos a celebrar bastante. Mas essa conquista foi, definitivamente, especial para todo o clube, para nós jogadores, porque é uma chance única conseguir vencer a Champions League”, disse, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br.

“Então, depois do jogo eu percebi que tinha muito champanhe e eu não me lembro de tudo até hoje. Porque, depois, na festa, eu estava um pouco bêbado, então eu não sei ou lembro tudo que fizemos, mas, no vestiário, nós comemoramos por, pelo menos, uma hora”, completou.

Naquela decisão, o Borussia Dortmund enfrentou a Juventus de Zidane e Deschamps, favorita no duelo. Riedle usou o termo ‘intrusos’ para classificar o time aurinegro.

“Antes de tudo, tenho que dizer que nós éramos completamente intrusos nessa partida. A Juventus, provavelmente, era o melhor time daquela época no mundo. Para nós, foi um jogo muito especial. Nós começamos, um pouco, mal, eu diria. Nos primeiros 20, 25 minutos nós não vimos muito a bola. Mas o jogo foi mudando quando eu marquei o primeiro gol para nós”, afirmou.

“Mudou completamente tudo. Mas nós não esperávamos isso. E, depois do meu segundo gol, parecia que nós tínhamos todas as chances de vencer o jogo. Mas não foi fácil no segundo tempo, com o 2 a 1 de Del Piero, o jogo passou a parecer mais aberto. Mas, no final do jogo, nós merecemos vencer”, apontou.

Em um de seus gols, Riedle foi até a bandeira de escanteio, a beijou e depois a tirou do lugar. O motivo, porém, é inusitado.

“Essa é uma boa pergunta. Hoje em dia, eu acho que os jogadores sentam em suas salas e pensam: ‘O que eu vou fazer se eu marcar um gol? Qual comemoração será legal hoje?’ Eu nunca tive esses pensamentos, vinham naturalmente. Eu não sei, até hoje, porque eu corri até a bandeira”, relembrou.

“No fim daquele dia, eu descobri que todos os meus amigos, porque eu convidei cerca de 50 pessoas que eu me organizei e comprei todos os ingressos para elas. E, mais tarde, eu recebi a informação de que eles estavam sentados exatamente naquele canto, onde eu tirei a bandeira, mas eu não sabia isso antes. Então, simplesmente, saiu aquilo”, finalizou.