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Atlético de Sampaoli gasta quase o dobro do Santos de 2019 e entrega campanha pior no Brasileirão

O Atlético-MG visita o Fluminense nesta quarta-feira (10), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, para tentar manter viva a chance do título brasileiro, que não acontece desde 1971. A conquista, aliás, é a única maneira de respaldar a gastança na montagem do elenco e defender Jorge Sampaoli de uma comparação pesada com seu último trabalho.

A pedido do técnico, o Galo gastou pouco mais de R$ 149 milhões em reforços desde que sua chegada, em 1º de março. É praticamente o dobro do que investiu o Santos para atender aos desejos do argentino e ser vice-campeão brasileiro, em 2019, com uma pontuação que o Atlético-MG não pode mais alcançar.

Na temporada passada, o Santos fechou sua campanha com 74 pontos, 16 a menos que o campeão Flamengo, de Jorge Jesus. Venceu 22 jogos, empatou oito e perdeu outros oito. Agora, o Atlético-MG soma 60 pontos, com 18 vitórias, seis empates e dez derrotas. Pode chegar, no máximo, a 72, caso derrote Fluminense, Bahia, Sport e Palmeiras.

Com Sampaoli, o Santos torrou R$ 78,5 milhões em reforços durante toda a temporada 2019. A soma inclui o meia peruano Christian Cueva, emprestado com uma cláusula de obrigação de compra no valor de R$ 26 milhões. O jogador, que já havia passado pelo São Paulo, foi a maior decepção entre os pedidos de Sampaoli.

A lista tem nomes que deram certo, como os atacantes Soteldo (R$ 13 milhões) e Marinho (R$ 4,5 milhões), outros que se firmaram como titular em certo período, casos do goleiro Éverson (R$ 4 milhões) e do lateral Felipe Jonathan (R$ 6 milhões), mas também quem não rendeu o esperado, como Felipe Aguilar (R$ 15 milhões) e Fernando Uribe (R$ 5 milhões). Veja a relação completa abaixo:

As contratações de Sampaoli no Santos:

  • Felipe Aguilar - R$ 15 milhões

  • Yeferson Soteldo - 13 milhões

  • Felipe Jonatan - 6 milhões

  • Fernando Uribe - 5 milhões

  • Christian Cueva - 26 milhões

  • Marinho - 4,5 milhões

  • Éverson - 4 milhões

  • Jobson - 4 milhões

  • Luan Peres - 1 milhão (empréstimo)

  • Jorge, Pará, Jean Lucas, Evandro, Lucas Venuto - de graça

No Atlético-MG, graças à parceria com o empresário Rubens Menin, o investimento foi bem maior do que na Vila Belmiro: R$ 149,2 milhões. Matías Zaracho, ex-Racing, custou o equivalente a R$ 33 milhões, enquanto o trio Marrony, Júnior Alonso e Nathan foi contratado por valores na faixa de R$ 20 milhões.

Somam-se a esses já citados gastos para contratar, por exemplo, Alan Franco (R$ 12,8 milhões), Keno (R$ 11,8 milhões) e Eduardo Sasha (R$ 10 milhões). O único que não custou nada aos cofres foi o lateral-direito Mariano, repatriado após anos no futebol turco.

Os reforços de Sampaoli no Atlético-MG:

  • Matías Zaracho - 33 milhões

  • Marrony - 20 milhões

  • Júnior Alonso - 18 milhões

  • Nathan - 17,9 milhões

  • Alan Franco - 12,8 milhões

  • Keno - 11,8 milhões

  • Eduardo Sasha - 10 milhões

  • Hyoran - 7,5 milhões

  • Eduardo Vargas - 7,4 milhões

  • Éverson - 6 milhões

  • Léo Sena - 4 milhões

  • Bueno - 1,5 milhão (empréstimo)

  • Mariano - de graça

E os gastos não vão parar por aí. Para 2021, o clube já fechou com o atacante Hulk e o lateral-esquerdo Dodô, que chegam de graça, mas com salários altos. Outro que pode pintar em breve é o meia-atacante Nacho Fernández, do River Plate, por pouco mais de R$ 40 milhões.

Tanto gasto representa a pressão por um título, que este ano parece difícil. As cobranças devem aumentar em 2021, quando, curiosamente, nem Sampaoli está garantido. O argentino é um dos nomes na mira do Olympique de Marselha, da França, e aguarda o desfecho da atual temporada para discutir o futuro.