Técnico campeão no último Palmeiras x Santos revela como anulou Lucas Lima em final e revela lado 'bruxo' de Cuca

A última final entre Palmeiras e Santos, na Copa do Brasil de 2015, ficou marcada por muitas polêmicas e algumas surpresas. O Verdão superou o rival nas penalidades em um confronto depois de muitas provocações e lances inesquecíveis.

O FOX Sports transmite ao vivo a final da Conmebol Libertadores, entre Palmeiras e Santos, no próximo sábado, 30 de janeiro, a partir das 17h (horário de Brasília). A decisão também terá acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols. E quando a bola parar, a melhor cobertura pós-jogo será na ESPN Brasil e no ESPN App, com entrevistas, festa do título e muita análise e opinião em SportsCenter e Linha de Passe, entre 19h e 0h.

Uma das grandes surpresas daquela final foi a entrada do volante Matheus Sales, recém-promovido aos profissionais pouco tempo antes pelo treinador Marcelo Oliveira depois de um treino contra os juniores.

"Eu o chamei para o profissional porque era um garoto muito determinado na marcação e com boa técnica. Eu o coloquei um jogo antes da final e foi bem. Na Vila Belmiro quase precisei tirá-lo antes por causa de câimbras que ele tinha sofrido no jogo anterior, mas deu tudo certo. Eu queria que ele marcasse de forma individual o Lucas Lima porque era um jogador que se movimentava muito e iniciava as jogadas do Santos", disse Marcelo Oliveira, ao ESPN.com.br.

Na primeira partida, o Palmeiras perdeu para o Santos por 1 a 0 com gol de Gabigol. Na volta, Matheus ficou famoso por colocar o meia Lucas Lima "no bolso" e anular o adversário.

"Lembro que falei ao Matheus: ‘Quando a gente tiver a bola você vai jogar. Mas sem a bola, você procura o Lucas e corre com ele. Ele vai sair na ponta ou atrás do meio-campo. A bola será sempre no pé dele para começar as jogadas ou para sair um lançamento longo’. A função dele era grudar no Lucas e não deixá-lo jogar", explicou.

O meia santista quase não apareceu para o jogo e o Palmeiras venceu no tempo normal por 2 a 1. Os dois gols do Verdão foram marcados por Dudu, enquanto Ricardo Oliveira descontou para o time da Baixada Santista.

Nos pênaltis, o time alviverde venceu após a última cobrança do goleiro Fernando Prass e se sagrou campeão.

"Poderia ter sido menos dramática, mas foi compensador com os pênaltis. Optamos pelo Fernando Prass para bater pênalti, isso não foi por acaso ou sorte. Gosto muito de trabalhar pênaltis depois de cada treino. Eu ganhei a maioria delas por isso. Quem é o melhor bate. O Prass tinha um aproveitamento muito grande porque batia forte, sem chances para o goleiro. Vimos a arquibancada explodindo porque o pessoal estava engasgado!", contou Marcelo.

"O título foi importante para minha carreira porque vinha de duas conquistas pelo Cruzeiro. Me orgulho muito de ter trabalhado no Palmeiras e ter sido campeão. Havia alguma desconfiança de fora do clube. Foi uma experiência única", recordou.

Pouco mais de cinco anos daquela final, Marcelo acredita que os treinadores Cuca e Abel Ferreira poderão fazer a diferença na estratégia para o jogo.

"O Palmeiras tem uma mentalidade bacana de um treinador europeu que gosta de um jogo ofensivo e intenso. Tem um elenco fabuloso com opções excelentes. O Santos tem um time muito forte, mas não tem tantas opções no elenco. A equipe cresceu muito nas mãos do Cuca, que é um estrategista. Ele é um treinador que admiro e respeito muito. Todas as vezes que fui enfrentá-lo sempre tinha alguma novidade, uma jogadinha ou uma mudança de posição de jogadores que acaba gerando uma surpresa".

"Vejo um grande equilíbrio nessa final. É um clássico de tradição com muita rivalidade. Será um jogo muito interessante e não tem um favorito absoluto. Vai depender muito da preparação e da concentração dos jogadores nos detalhes".