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Chelsea: Tuchel já foi comparado a Guardiola, mas tem passado de atritos com dirigentes e jogadores

Anunciado pelo Chelsea na última terça-feira (26), Thomas Tuchel já comandou seu primeiro treino pelos Blues e tem chance de estrear nesta quarta (27), quando o time enfrenta o Wolverhampton, pela Premier League, partida que terá transmissão ao vivo e exclusiva do FOX Sports a partir de 15h (de Brasília) e acompanhamento em vídeos em tempo real do ESPN.com.br.

Primeiro alemão a comandar os Blues, o treinador chega ao seu quarto clube da carreira com o planejamento de dar o seu maior passo, ao chegar no Campeonato Inglês com brilho e conquistas em seus últimos dois clubes. Ainda assim, o comandante terá que deixar para trás uma imagem que lhe persegue.

Comparado a Pep Guardiola por seu estilo de jogo e modo de trabalhar no início da carreira por Mainz 05 e Borussia Dortmund, quando teve enfrentamentos diretos com o então treinador do Bayern de Munique, Tuchel também passou a ser lembrado por seu temperamento difícil.

Já no Mainz, após ter feito sucesso no cargo que era de Jürgen Klopp, o comandante saiu após seis anos por conta de problemas com a diretoria que ocupava o clube. Ainda assim, seus bons resultados na Bundesliga o credenciaram a, novamente, substituir Klopp, dessa vez em Dortmund.

Seus dois anos pelo clube aurinegro acumularam bons resultados, como a campanha vice-campeã da Bundesliga em 2015/16 e o título da Copa da Alemanha em 2016/17, primeiro do Dortmund desde 2012, além de modestas Supercopas nacionais.

Mas, mesmo após os sinais de sucesso, sua saída veio em junho de 2017, com uma nota oficial forte do clube, em que o CEO Hans-Joachim Watzke faz duras críticas ao treinador, questionando, inclusive, seus valores como pessoa.

“Quando a questão são as responsabilidades da liderança, não é apenas o resultado que importa – e, nesse sentido, o Borussia Dortmund não é diferente de outros clubes ou empresas. O que também importa são valores como confiança, respeito e a habilidade de comunicação e trabalho como um time, autenticidade e identificação. Qualidades como confiança e lealdade”, disse Aki Watzke.

Ao longo de sua passagem, Tuchel acumulou problemas com o olheiro Sven Mislintat, que decidiu deixar o clube por conta própria, críticas públicas às vendas de Mkhitaryan, Hummels e Gündogan na mesma janela e a algumas contratações em que não foi consultado, além de problemas com os líderes do vestário, Marco Reus, Marcel Schmelzer e Nuri Sahin.

O estopim, porém, foi após o atentado que o ônibus do clube sofreu antes de uma partida dentro de casa contra o Monaco, pela Uefa Champions League. Mesmo após o ataque, o treinador quis que seu time entrasse em campo no dia seguinte, sem perguntar aos jogadores. O resultado acabou sendo uma derrota por 3 a 2, seguido da eliminação na semana seguinte.

Chegando ao PSG, Tuchel voltou a ter problemas com dirigentes, desta vez tendo Leonardo como grande algoz. O treinador foi questionado publicamente em algumas ocasiões pelo dirigente por conta do rendimento do time e fez questionamentos sobre contratações em alguns momentos.

Além disso, em mais de uma ocasião, o alemão entrou em rota de colisão com Neymar e Mbappé, também recebendo críticas públicas e as respondendo de diversas maneiras, seja com explicações sucintas ou com respostas mais duras.

Tudo isso fez com que, após o início ruim na temporada, o clube francês optasse por sua demissão em dezembro de 2020, no meio da atual temporada. Isto, porém, possibilitou sua chegada ao Chelsea.

Agora, no novo desafio, Tuchel reencontrará velhos conhecidos, como Thiago Silva e Christian Pulisic, e terá que encarar uma diretoria liderada por Roman Abramovich, dono dos Blues e conhecido por não ter paciência com seus treinadores, por mais vitoriosos que fossem.

Não à toa, Tuchel será o 13º desde que o bilionário assumiu o controle em Stamford Bridge, em 2003. Basta saber como o alemão reagirá a tudo isso.