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Camacho, ex-técnico da Espanha, diz que bandeira de jogo contra a Coreia na Copa estava 'comprado'

Em uma polêmica entrevista ao programa de TV espanhol "Ídolos", o técnico José Antonio Camacho, ex-comandante da seleção da Espanha, se revoltou ao lembrar a polêmica partida contra a Coreia do Sul, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo 2002, e afirmou que o bandeirinha Michael Ragoonath, de Trinidad & Tobago, estava "comprado".

O duelo foi marcado por erros grosseiros do árbitro egípcio Gamal Al-Ghandour e de sua dupla de bandeiras, formada por Ragoonath e por Ali Tomusange, de Uganda.

Ghandour anulou gol legal de Baraja, no 2º tempo, alegando que ele havia puxado a camisa de um zagueiro sul-coreano, o que nunca aconteceu.

Já na prorrogação, Joaquín cruzou e Morientes fez o golden goal de cabeça. Todavia, o tento foi novamente cancelado, já que Ragoonath afirmou que a bola saiu antes do passe de Joaquín, o que também não ocorreu.

"Eu creio que o bandeirinha estava comprado. Mas também havia uma permissividade muito grande por parte do árbitro. A grande verdade é que o bandeirinha não tinha as condições necessária para estar num jogo de Copa do Mundo", disparou Camacho.

"Ele nunca havia apitado em sua vida uma partida de tamanha importância. Além disso, aconteceram várias coisas que não são normais... Você podia ver que esse homem (bandeirinha) estava bastante nervoso", completou.

Antes da Copa, a Espanha era apontava como uma das principais favoritas ao título. No entanto, graças aos erros de arbitragem, acabou empatando por 0 a 0 com a anfitriã Coreia do Sul nas quartas e acabou eliminada nos pênaltis.

Camacho ainda reclamou que o bandeirinha sequer deixou que ele conversasse com seus jogadores durante a prorrogação.

"Estava na prorrogação passando instruções aos meus jogadores e de repente começaram a bater no meu ombro. Era o bandeirinha, o famoso, que me dizia que eu não podia conversas com meus atletas", recordou.

"Quando olhei para o lado, lá estava o (treinador da Coreia do Sul) Guus Hiddink falando normalmente ocm seus jogadores, sem que ninguém estivesse incomodando. A arbitragem não queria nem que a gente se juntasse", finalizou.

Depois da eliminação da Roja no Mundial, Camacho assumiu o Benfica, de Portugal. Nos anos seguintes, passou ainda por Real Madrid, Osasuna e seleção da China.

Seu último trabalho foi na seleção do Gabão, entre 2016 e 2018, e atualmente o experiente comandante está desempregado.