Edinson Cavani cumpre neste sábado (9), contra o Watford, a última das três partidas de suspensão por uma postagem considerada de cunho racista em uma rede social.
Mas a Comissão Regulatória da English Football Association (FA) reconheceu, após análise das provas apresentadas pela defesa do atacante do Manchester United, que não houve "intenção do jogador em ser discriminatório ou ofensivo de nenhuma maneira".
Aos 33 anos, Cavani foi suspenso e multado em 100 mil libras esterlinas (R$ 734 mil na cotação atual) no mês passado por usar a frase "gracias negrito" em uma mensagem direta a Pablo Fernandez, após marcar o gol da vitória do United sobre o Southampton, em 29 de novembro.
A alegação do United e de Cavani foi que a mensagem não era de cunho racista, mas sim usada como "forma de afeto" entre o jogador e um amigo próprio. A defesa foi aceita pela comissão, que, em artigo publicado nesta sexta-feira (8), admitiu que suspendeu o uruguaio apesar de aceitar os argumentos.
Para chegar à conclusão, a comissão da FA ouviu o professor David Wood, especialista em estudos da América Latina. Segundo o pesquisador, a expressão usada por Cavani é "costume em países da América do Sul e não necessariamente tem a intenção de racismo ou insulto".
Em sua defesa, Cavani também apresentou um vídeo do próprio Pablo Fernandez, que alegou que "negrito" é um "apelido de longa data" e que por isso não se sentiu ofendido pelo atacante. A defesa também apresentou mensagens de WhatsApp entre Fernandez e seus amigos, para comprovar que a expressão usada por Cavani era comum em seu círculo social.
Após averiguar todas as provas, a comissão inglesa concluiu o caso e mostrou satisfação pela postagem de Cavani não ter cunho ofensivo. Ainda assim, preferiu manter a suspensão de três partidas, que já era abaixo do mínimo de seis previsto em regra, e também a multa financeira.
