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Barcelona: Entrevista com Joan Laporta, candidato à presidência, sobre Messi, Neymar e Xavi

Joan Laporta, de 58 anos, tentará voltar à presidência do Barcelona na eleição marcada para 24 de janeiro de 2021. Em sua primeira passagem (2003 a 2010), o advogado foi o responsável por contratar Ronaldinho Gaúcho e desta vez terá uma missão duríssima: garantir a permanência de Lionel Messi no clube.

O maior jogador da história do Barça termina seu vínculo no próximo 30 de junho e dentro de 10 dias já poderá assinar um pré-contrato com outra equipe.

Em entrevista exclusiva à ESPN, Laporta explicou qual será a sua estratégia para assegurar que o argentino continue no Camp Nou.

"Estou convencido de que Leo quer continuar. O que acontece é que passou por um período que o decepcionou porque foi enganado reiteradamente. Além disso, as coisas não saíram como todos queriam. Neste sentido, Leo está em um ponto de sua carreira profissional que ainda quer que essa trajetória seja exitosa quanto a títulos", disse.

"E sei que ele não pode seguir aceitando que outros clubes ganhem Champions e o Barça, com Leo - que é o melhor jogador da história do futebol -, não tenha uma equipe suficientemente competitiva para aspirar a ganhar a Champions como ele quer".

Questionado qual seria seu trunfo, Laporta afirmou: "Tenho a credibilidade de Leo. No sentido de que, a proposta que eu faça, Leo sabe que vou cumprir. Penso que isso ajudará muito. E nisso tenho uma vantagem em comparação aos demais candidatos. Leo e eu nos conhecemos pessoalmente e, para mim, convém ao Barça manter Leo".

"É tão bonita a história entre Barça e Leo Messi que acredito que o presidente que vencer nas urnas estará obrigado a contribuir para que continue essa bonita história. Não vejo Leo com outra camisa, nem jogando em outro clube. Vejo Leo com a camisa do Barça", definiu.

O candidato, porém, desconversou sobre uma possível volta de Neymar.

"Não vou falar de jogadores, porque acredito que não faria um favor à comissão técnica e à equipe. Eu sempre gostei dos grandes jogadores. Sempre gostei dos jogadores virtuosos. É evidente. Mas não quero falar sobre jogadores", disse.

Laporta também falou da situação de Ronald Koeman, atual técnico, e garantiu que o holandês "tem margem para trabalhar. Uma margem que será determinada pelos resultados e pelo jogo da equipe evidentemente".

Sobre Xavi Hernández, outro ídolo do Barça e hoje treinador, o candidato declarou: "Xavi algum dia será treinador do Barça. O que não sei se será a curto, médio ou longo prazo. Dependerá de determinadas circunstâncias".

"Xavi vive para o futebol, sabe de futebol e é apaixonado por futebol. Estou convencido disso. Agora, a decisão de Xavi vincular-se a uma candidatura parecia um pouco estranha. E vimos que não será assim".