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Copa do Brasil: como trocar Everton por Luciano transformou São Paulo e pouco acrescentou ao Grêmio

Antes, bem antes da semifinal da Copa do Brasil que começa nesta quarta-feira (23), Grêmio e São Paulo fizeram uma troca de jogadores que, de cara, parecia barbada - para o time gaúcho. Em baixa no Morumbi, Everton foi cedido ao Tricolor de Renato Gaúcho, que em contrapartida liberou Luciano, fora de seus planos para a temporada. Um negócio que parecia ter um claro vencedor.

Quatro meses depois, a não ser que o mata-mata na Copa do Brasil mude totalmente o cenário, é seguro dizer que há um claro beneficiado no negócio, mas não aquele que a maioria imaginava. Se Everton ainda acrescenta pouco ao Grêmio, com apenas um gol e uma assistência em 18 partidas, Luciano foi o catalisador para a mudança de postura do São Paulo após uma trágica eliminação para o Mirassol.

Ainda não se sabe se os dois, que herderam as camisas 11 em suas novas equipes, estarão frente a frente logo mais, às 21h30 (de Brasília), na Arena do Grêmio. Everton não disputou os últimos jogos do time gaúcho, enquanto Luciano faz tratamento para se recuperar de uma lesão na coxa esquerda. Pelo que fizeram até aqui, uma baixa bem mais significativa para Fernando Diniz do que para Renato Portaluppi.

Luciano

Luciano estreou no São Paulo em 20 de agosto, logo sendo decisivo, ao marcar o gol do empate por 1 a 1 com o Bahia, no Morumbi. O lance, dizem, ajudou na permanência de Fernando Diniz, cabo eleitoral da contratação e técnico na melhor fase do atacante, pelo Fluminense, em 2019.

A parceria foi ainda mais proveitosa no São Paulo. Em 28 jogos, Luciano anotou 15 gols, deu sete assistências e virou peça-chave no time que afastou a desconfiança da torcida para assumir a liderança do Campeonato Brasileiro e chegar à semifinal da Copa do Brasil, passando pelo favorito Flamengo, quando fez dois gols na vitória por 3 a 0, na capital paulista.

No novo clube, Luciano faz uma dupla de ataque iluminada com Brenner e tem total liberdade para participar de todas as fases do jogo são-paulino. É costumeiro ver o camisa 11 buscando a bola perto do goleiro Tiago Volpi ou armando jogadas entre os meias Igor Gomes e Gabriel Sara, algo que talvez nem o próprio clube sabia que ganharia ao aceitar a negociação.

Everton

Everton não conseguiu repetir os melhores momentos de sua carreira em Porto Alegre. Estreou em 23 de agosto, no empate sem gols com o Vasco, pela primeira rodada do Brasileirão, e marcou um gol logo na partida seguinte, a primeira da final do Campeonato Gaúcho, contra o Caxias. De cara, foi campeão estadual.

Só que o começo promissor ficou por isso mesmo. Everton seguiu titular da equipe de Renato Gaúcho até o início de setembro, mas depois passou a perder espaço, enquanto colegas como Diego Souza e Pepê se firmavam como referências ofensivas do Grêmio.

Até aqui, são 18 jogos de Everton pelo time gaúcho e apenas duas participações em gol. Assim, não conseguiu ajudar o Tricolor a ter vida mais longa na Conmebol Libertadores e nem a brigar com São Paulo, Flamengo ou Atlético-MG pela ponta do Brasileiro. Se jogar contra o ex-time, pode começar a mudar essa história.