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Destaque no São Paulo, irregular no Corinthians: como foi a passagem de Luciano pelo rival deste domingo

Corinthians e São Paulo é um jogo sempre especial, independentemente do campeonato, da circunstância ou de quem esteja em campo. Para Luciano, que vestiu as duas camisas, ainda mais. Só que o Luciano que o corintiano lembra não é bem este que hoje lidera uma surpreendente campanha tricolor, líder isolado do Brasileirão.

O camisa 11 do São Paulo encara o ex-clube neste domingo, às 18h15 (de Brasília), na Neo Química Arena. Será a volta de Luciano ao estádio, que foi sua casa por duas temporadas e meia. Foram 95 jogos pelo Corinthians, 52 deles como titular, e um total de 24 gols.

A história começou logo no em fevereiro, quando o Timão adquiriu 25% dos direitos econômicos de Luciano, então vinculado ao Avaí. O jogador assinou por três temporadas e logo chamou atenção no novo clube por um começo fulminante.

Foram seis gols nos seis primeiros jogos, desempenho que lhe garantiu a titularidade da equipe de Mano Menezes. Mas a fase inicial não durou muito. Luciano perdeu espaço, passou a frequentar mais o banco de reservas e só voltou a mostrar resquícios de bom futebol na temporada seguinte.

Já com Tite, no time que ganharia o Campeonato Brasileiro de 2015, Luciano ganhou vaga após as saídas de Emerson Sheik e Paolo Guerrero. Chegou a marcar cinco gols em sequência, contra São Paulo, Sport (dois) e Avaí (dois), mas uma grave lesão atrapalhou tudo.

Luciano machucou o joelho direito em 19 de agosto, nas oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Santos. Voltou a atuar em fevereiro de 2016, mas em um time todo desmontado, que nada lembrava a equipe campeã no ano anterior. A fase era tão ruim que o atacante só voltou a fazer gol em junho, contra o Santa Cruz.

Foi seu último tento com a camisa corintiana. Dias depois, o clube aceitou uma proposta de 400 mil euros do Leganés e liberou Luciano para atuar pela primeira vez no exterior. Após quatro gols na temporada espanhola, o atacante rumou para o Panathinaikos, da Grécia, e voltou ao Brasil em 2018 para jogar no Fluminense. Depois, ainda passou pelo Grêmio.

Agora no São Paulo, onde anotou 15 gols em 24 jogos, Luciano tem a oportunidade de encontrar o ex-clube em sua provável melhor fase da carreira e ajudar a quebrar um tabu incômodo para o Tricolor, que nunca venceu na Neo Química Arena. Em 12 jogos, foram nove derrotas e três empates.

O primeiro triunfo na casa corintiana - ou até o empate, sem o mesmo sabor - dará ao São Paulo duas marcas históricas: chegar à maior invencibilidade no Brasileiro, que hoje é de 18 jogos, da equipe campeã em 2008, e completar uma temporada inteira sem perder nenhum clássico.

Até agora, o Tricolor soma três vitórias e três empates contra Corinthians, Palmeiras e Santos em 2020. Como os futuros embates contra Verdão e Peixe serão em 2021, o São Paulo poderá igualar a temporada de 1980, a última em que não saiu derrotado em nenhum clássico. Na ocasião, foram sete vitórias e dois empates.