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Atlético-MG volta a correr risco de punição na Fifa por dívida de R$ 4 milhões

A Fifa acatou a ação de cobrança do Independiente Santa Fe, da Colômbia, e condenou o Atlético-MG a pagar 645 mil euros - R$ 4,15 milhões na cotação atual - por nãoi quitar parcelas da compra dos direitos econômicos do meio-campo Dylan Borrero. A decisão foi feita em 6 de outubro, e o time mineiro tem até 45 dias para pagar o valor após ser notificado.

Caso o pagamento não seja feito no prazo, o Atlético-MG ficará impedido de registrar novos jogadores por três janelas de transferências.

"O Requerido será proibido de registrar novos jogadores, seja nacionalmente ou internacionalmente, até o pagamento do valor devido e por um período máximo de três períodos de registro inteiros e consecutivos. A proibição mencionada acima será suspensa imediatamente se o valor devido for pago".

O Atlético-MG ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Esporte e, com isso, suspender o prazo até a análise da apelação em novo julgamento.

De acordo com o documento da Fifa, o Atlético-MG tem seis parcelas - de 100 mil euros cada - pendentes na compra de Borrero. Elas deveriam ter sido quitadas entre janeiro e junho de 2020. O total chega a 600 mil euros (R$ 3,86 milhões), além do acréscimo de 45 mil euros (R$ 290 mil) em multas por atrasos.

Borrero foi contratado a pedido do técnico Dudamel, demitido logo depois da queda na Copa do Brasil. Com a chegada de Jorge Sampaoli, o meia de 18 anos não tece chances e chegou a ficar disponível para empréstimo, mas foi reintegrado pouco tempo depois.

O colombiano fez algumas partidas no Brasileiro e foi titular na última rodada por causa da grande quantidade de desfalques causados pela COVID-19. Ele foi expulso no segundo tempo depois de acertar um adversário com o cotovelo e cumprirá suspensão automática contra o Botafogo, nesta quarta-feira, no Mineirão.