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Guerra completa um ano sem ir a campo: veja por que Palmeiras nem sequer o relaciona mesmo com elenco esfacelado por lesões, COVID-19 e convocações

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De uniforme do Palmeiras, Guerra filma treino em casa e posta emoji com sinal de silêncio (0:29)

Venezuelano não entra em campo há exatamente um ano nesta terça (0:29)

Campeão pelo Atlético Nacional, e apontado melhor jogador da Conmebol Libertadores 2016, o meia Alejandro Guerra chegou ao Palmeiras no início de 2017 com ares de grande contratação, como uma das aquisições mais impactantes do futebol brasileiro nos últimos anos.

Porém, o que parecia ser o início de uma grande passagem foi por água abaixo. E o primeiro venezuelano a levantar a Libertadores na história deve mesmo deixar o clube neste final de ano.

Com contrato até dezembro, “El Lobo”, como era conhecido na Colômbia, jamais foi relacionado para os treinamentos com o grupo de Abel Ferreira. Mesmo no momento mais delicado do Palmeiras na temporada.

Nem o surto de COVID-19 e os mais de 22 desfalques, somados os afastados devido a lesões, foram suficientes para que o time paulista reintegrasse o atleta.

Assim como faz desde que retornou de empréstimo do Bahia, Guerra segue treinando afastado do grupo. Seu último momento em campo foi há exatamente um ano, pelo Tricolor, na derrota por 4 a 3 contra o Goiás, no Brasileiro.

Pelo Palmeiras, ele jogou pela última vez na vitória por 3 a 2 sobre o Vitória, no jogo da entrega da taça para o campeão brasileiro daquele ano, em 2 de dezembro.

Atuou por pouco mais de um minuto. Foi o suficiente para que ele desse assistência para Bruno Henrique fazer o gol da vitória.

No total, Guerra fez 62 jogos e 8 gols pelo Palmeiras.

Boa condição física

O ESPN.com.br apurou que Guerra não tem problemas relativos à sua condição física. Seus números e índices são não apenas compatíveis aos de outros jogadores como são considerados bons.

Em outras palavras, do ponto de vista físico, não existe nada que pudesse impedir o venezuelano de entrar em campo. Guerra tem capacidade física de atleta profissional.

O meia também é visto como um jogador dedicado, que cumpre à risca as determinações dos departamentos de fisiologia, nutrição e preparação física alviverde.

Do ponto de vista técnico, no entanto, é atualmente difícil fazer qualquer tipo de análise. Isso porque nem a comissão de Abel Ferreira, nem sua antecessora, a de Vanderlei Luxemburgo, viram um treino sequer de Guerra no campo com os demais jogadores.

Desde o fim de 2019, a ordem no Palmeiras é desconsiderar a possibilidade de utilizar o jogador, que só treina separado dos demais, em horários diferentes. Não é usado nem para completar treino.

Frustração

Ao longo do ano, o ESPN.com.br apurou de perto por que o meia Alejandro Guerra não deixou o clube por empréstimo. Ou até mesmo em definitivo, como outros nomes que não gozavam de grande prestígio com o departamento de futebol, como os centroavantes Deyverson e Borja e o lateral-direito Fabiano.

De acordo com fontes consultadas pela reportagem, Guerra recebeu duas ofertas de empréstimo por parte da diretoria do Palmeiras, mas não as aceitou. Isso porque ele ainda tem o sonho de retornar ao futebol da Colômbia.

O time paulista, ao lado do estafe do meia, tentou um empréstimo do meia ao Junior Barranquilla, algo que não aconteceu por conta dos impactos da pandemia da COVID-19 na situação financeira dos clubes colombianos.

Em dezembro, a relação Guerra-Palmeiras chega ao fim. E terá o gosto amargo da frustração, para as duas partes.