O Barcelona terá de pagar a Lionel Messi 33 milhões de euros (R$ 213,06 milhões na cotação atual) de bônus de fidelidade incluído na renovação do contrato que o argentino assinou em 2017, como soube a ESPN.
No último acordo acertado pelo clube e o jogador até junho de 2021, a entidade incluiu um bônus de fidelidade de 66 milhões de euros (R$ 426,12 milhões), dos quais, segundo informaram à ESPN, já havia entrado a metade dele em fevereiro deste ano.
Não é a primeira vez que o Barça premia seus jogadores desta maneira. Atletas importantes como Xavi Hernández ou Andrés Iniesta também receberam este tipo de bônus, ainda que com quantidades muito diferentes, enquanto outros como Carles Puyol decidiram não aceitá-lo.
De acordo com as mesmas fontes, Messi recebeu um prêmio pelo fato de renovar “por uma soma próxima aos 100 milhões de euros”, quantidade que teria sido rateada ao longo dos anos do contrato e faz com que Messi seja o mais bem pago do Barcelona e de LaLiga.
O camisa 10 está diante de seus últimos meses de contrato com o Barça, à espera de que os sócios elejam um novo presidente possivelmente no fim de janeiro. Será então quando o atleta poderá avaliar sua continuidade no clube que está há 20 anos ou começar a tratar seu futuro em outra equipe.
Na última janela do mercado, Messi pediu ao clube via burofax a possibilidade de abandonar o Barça, embora restasse um ano de seu vínculo. O ex-presidente Josep María Bartomeu negou-se veementemente a avaliar esta opção, ainda que o Manchester City estivesse disposto a pagar uma quantia aos catalães.
Contudo, no Barcelona confiam que Messi renove seu contrato, mas especialmente depois que se soube que as eleições para a presidência serão realizadas no final de janeiro e que poderá negociar um novo acordo com o candidato que seja eleito pelos sócios.
Segundo soube a ESPN, Ronald Koeman está “encantado” com a atitude que mostra o jogador argentino em cada treino e em cada partida, algo que se colocou em dúvida no último verão europeu, quando vazou que o atleta supostamente teria comentado ao treinador que estava mais fora do que dentro do Barça.
Logicamente, o pagamento desta parte do bônus de fidelidade chega em um momento nefasto para o Barcelona, considerando que a Comissão Gestora da entidade trabalha com os agentes e advogados dos atletas um atraso do pagamento dos salários acertados com o propósito de evitar que o Barça entre em bancarrota.
Vale lembrar que o clube deve reduzir em 190 milhões de euros a massa salarial para não encontrar mais problemas financeiros que começaram com a chegada da pandemia da COVID-19.
