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Técnico do Barcelona revela como foi conversa para convencer Messi a ficar

O técnico Ronald Koeman revelou pela primeira vez como foi a conversa com Lionel Messi logo no início do trabalho, quando o camisa 10 estava decidido a deixar o Barcelona. O treinador disse que teve um papo direto e aberto com o craque.

“Já tinham me dito que ele estava infeliz [com a situação no clube]. Conversamos na casa dele, e ele me deu as razões para isso. Eu expliquei o que estava ao meu alcance para mudar: fui sincero, disse que a única coisa que eu podia mexer era no futebol; meu trabalho, meu sistema de jogo, a posição dele em campo, a sua importância como jogador. Também disse que a relação que ele tem com o clube não podia ser mudada. Ficar foi uma decisão tomada por ele”, disse Koeman ao jornal “Sport”.

“Messi demonstrou ser uma pessoa muito ambiciosa, que sempre quer ganhar, que quer continuar como o melhor, ainda que tenha tido problemas com o clube”, acrescentou o treinador.

No início de agosto, Lionel Messi estava bastante desanimado com o Barcelona. Uma sequência de erros e escolhas questionáveis o fez concluir pela primeira vez em 12 anos uma temporada sem qualquer título oficial. E ela terminou da pior forma, com a goleada por 8 a 2 para o Bayern de Munique e eliminação nas quartas da Champions League.

O argentino conversou com a diretoria e com Koeman ainda nas férias e acabou surpreendendo o mundo ao anunciar, por meio de uma carta ao presidente Josep Maria Bartomeu, o desejo de sair.

Naquele momento, ele e seu estafe desejavam fazer uma cláusula que o liberava, caso desejasse deixar o clube, de pagar a multa rescisória de 700 milhões de euros. Ele entendia ter esse direito. Foi o início de uma batalha.

A diretoria alegou que a cláusula só poderia ter sido usado antes de junho. Messi e seu estafe responderam que o prolongamento da temporada até julho, por causa da pandemia do novo coronavírus, criaram uma situação nova e pediram bom senso.

Paralelamente a isso, os veículos de imprensa na Europa passaram a noticiar que Manchester City, Paris Saint-Germain e Inter de Milão estavam na corrida para contratá-lo. A vantagem era do time de Pep Guadiola.

Durante o impasse, Messi manifestou decepção com a diretoria de Bartomeu, o que colocou o dirigente contra a parede. O cartola até conseguiu manter o argentino no clube, mas não resistiu à crise. Acabou renunciando no mês passado.

As queixas de Messi em relação aos erros da temporada anterior não parecem ter sido consideradas. O time é apenas o oitavo colocado em LaLiga, embora lidere o Grupo G na Champions League, com 100% de aproveitamento, mas sem brilhar.