Ansu Fati será operado no joelho esquerdo nesta segunda-feira (9) pelo doutor Ramon Cugat. O atleta sofreu uma ruptura no menisco durante a partida do Barcelona de sábado contra o Betis e ficará fora dos gramados entre dois e quatro meses, somente esperando que se confirme o resultado da operação.
Autor de cinco gols em dez jogos e um jogador-chave no esquema do Barça no início da temporada, a ausência do atacante significará um sério revés para os planos de Ronald Koeman, que o tinha como titular em oito jogos, somando 591 minutos em campo e cuja ausência terá que se resolver com Dembélé, Pedri e Trincao como alternativas.
Se a ausência de Ansu durasse apenas dois meses, ele poderia perder até onze jogos do campeonato, além dos três restantes na fase de grupos da Champions League e a Supertaça da Espanha. Caso sua recuperação dure até março, os jogos da Liga que ele deixaria de jogar poderiam chegar a 20, além da Supertaça da Espanha, das teóricas oitavas de final da Champions e da primeira eliminatória da Copa do Rei.
O Barcelona anunciou neste domingo a operação, uma artroscopia, por meio de comunicado em que anuncia que será efetuada "sob a supervisão" dos médicos do clube e sabendo que será a partir da mesma que serão disponibilizados dados aproximados do período de recuperação e seu tempo, que dependerá se o menisco foi completamente removido, apenas suturado ou apenas parte removido.
Há, a priori, confiança de que, pela idade do atacante, pode-se salvar o menisco, com o qual seria suturado e nesse caso, aguardando a sua cicatrização, falaríamos de um período de perda total de aproximadamente quatro meses.
No caso de retirada de parte do menisco, ou dele na sua totalidade, o período de recuperação seria encurtado em cerca de dois meses, até meados de janeiro, embora esta solução seria tomada caso se descobrisse durante a intervenção que ocorreu um dano muito grande.
Este parece o panorama menos desejável pelos médicos, mais favorável ao jogador de futebol para manter o menisco.
