Apesar de todo o protesto de parte da torcida do Palmeiras e até mesmo da principal organizada do clube contra o técnico Vanderlei Luxemburgo, a diretoria da equipe paulista não pensa em sacar o treinador neste momento.
Em apuração com fontes ligadas à cúpula palmeirense, o ESPN.com.br obteve informações a respeito dos bastidores do clube. No atual momento, a direção entende que o time tem problemas em campo. Porém, dois fatores garantem a permanência do atual treinador: desfalques de Data Fifa e o êxito no Campeonato Paulista.
Na avaliação da diretoria, os desfalques de Weverton e Gabriel Menino, que estão com a seleção brasileira, de Gustavo Gómez, na seleção do Paraguai, e de Matías Viña, na seleção do Uruguai, foram preponderantes para que o time tivesse uma queda de rendimento nas últimas partidas.
Justamente quando não teve os nomes citados acima, o Palmeiras foi derrotado pelo Botafogo, no Rio de Janeiro, e para o São Paulo, no Allianz Parque. Outro fator que tranquiliza a diretoria do Palmeiras foi o êxito no início da temporada.
Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, o Alviverde conquistou os dois títulos que disputou na temporada: a Florida Cup e o Campeonato Paulista, este em cima do arquirrival Corinthians, nos pênaltis. Na avaliação da diretoria, não é possível demitir o treinador neste momento por conta de uma sequência ruim no Campeonato Brasileiro.
Nesta quarta-feira, o Palmeiras recebe o Coritiba, que está na zona de rebaixamento do Brasileirão, no Allianz Parque, às 18h (de Brasília). Nem mesmo uma derrota para a equipe paranaense pode culminar com a saída do comandante do Palmeiras.
Neste primeiro momento, a diretoria prefere esperar Luxemburgo ter o elenco completo nas mãos para a partir deste fato fazer uma avaliação mais crítica do trabalho do comandante.
A diretoria entende sim que o Palmeiras poderia apresentar um futebol melhor em campo, mas não vê os resultados recentes como motivos suficientes para sacar o treinador.
O ESPN.com.br apurou ainda com fontes ligadas à diretoria que sequer existe um "plano B" neste momento para ocupar o cargo de treinador do clube.
Com uma política de austeridade e sem a arrecadação de bilheteria, o Palmeiras fechou a torneira de gastos e investimentos e não trabalha com cifras milionárias caso venha a pensar em um novo treinador, algo que não ocorre no atual momento.
