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Presidente do Atlético-GO, sobre proposta do Corinthians a Mancini: 'Estou igual a marido traído'

Após a divulgação da notícia que o Corinthians tem negociações avançadas com Vagner Mancini para ser o novo técnico da equipe, o presidente do Atlético-GO, Adson Batista, se pronunciou sobre o tema.

Em coletiva após a vitória do Dragão sobre o Red Bull Bragantino, na noite deste domingo, o dirigente deixou a decisão de ficar ou sair nas mãos do comandante.

"Eu, com toda a sinceridade, confio no Mancini. É um profissional que vem fazendo bom trabalho, mas porque eu apostei nele. Em qualquer outro clube ele tinha ido (embora). Espero que ele tenha essa consideração. Evidente que, no futebol, essa palavra é difícil. Ele falou que a época em que ele foi mais feliz na vida dele foi quando ele dirigiu o Paulista (de Jundiaí). Ele está dirigindo o Atlético, sendo cobrado, mas de maneira respeitosa. Espero que continue. E evidente que, caso não continue, o mais importante é ter time competitivo", salientou.

De acordo com Adson, Mancini não comunicou ter recebido qualquer proposta até a última conversa que ambos tiveram.

"Não (falei com Mancini sobre proposta do Corinthians). Conversei com ele nesse final de semana, ontem ou anteontem, e ele disse que não tinha sido procurado. Não estou preocupado com isso. Ele tem que fazer a escolha que é melhor para ele. Ele já não está em idade de se aventurar. Claro que ir para o Corinthians, um dos maiores clubes do mundo, não é aventura. Mas o momento da carreira dele é de talvez ter o Atlético-GO como melhor opção, dá mais resultado. Às vezes num outro clubes, em época de eleição, tem instabilidade... Tudo tem que ser avaliado por um profissional experiente como ele", observou.

Batista ainda brincou sobre ser o "último a saber" sobre a investida do Timão em Vagner Mancini.

"Eu sou igual marido traído, o último a saber. Se fosse eu no lugar dele, não pensava duas vezes e ficava no Atlético. O Corinthians é gigante, mas pode passar por instabilidade, tem eleição em breve. O Atlético está num momento bom, e hoje enxergo que o Atlético é a melhor opção para a carreira dele, de chegar lá na frente e mostrar que fez um trabalho vencedor", disse.

"Não trabalho com multa (rescisória). Prefiro que o treinador saia quando o time estiver bem, porque, quando está mal, ninguém quer... O Atlético hoje é um time que qualquer treinador, um bom treinador, com experiência de Série A, tem condição de fazer um bom trabalho", finalizou.