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Rakitic cresceu amando Ronaldinhos e o Brasil e 'calou muita gente' no Barcelona; agora reencontra ex-clube

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Em tom de agradecimento, Barcelona publica vídeo de despedida de Rakitic (0:46)

Croata está de volta ao Sevilla; meio-campista atuava no clube catalão desde 2014 (0:46)

Depois de seis temporadas vitoriosas no Barcelona, Ivan Rakitic, do Sevilla, irá jogar pela primeira vez contra seu ex-clube, neste domingo, às 16h (de Brasília). O jogo válido pela quinta rodada de LaLiga terá transmissão da ESPN Brasil e do ESPN App.

Se nunca foi tão badalado como os ex-colegas Messi e Suárez, o meia cansou de erguer taças por onde passou.

Filho de croatas e nascido na Suíça, ele começou no Basel, time no qual se profissionalizou na temporada 2004/2005. Na equipe, o meia conheceu o lateral-esquerdo Kléber, que teve passagens por Corinthians, Santos, Internacional e seleção brasileira.

"Era um moleque sensacional. Tinha respeito e carinho pelos jogadores brasileiros que impressionava. A gente conversava bastante e tínhamos uma boa amizade à época", disse o brasileiro, ao ESPN.com.br.

Revelado no Parque São Jorge, Kléber foi campeão do Paulista, do Brasileiro (99) e do Mundial (2000) antes de ir para a Europa. Ele jogou no Hannover-ALE antes de ir para o Basel-SUI por uma temporada e meia.

"Ele achava o Ronaldinho Gaúcho e o Ronaldo Fenômeno jogadores fora de série, gostava mesmo. Eu não era tão experiente, tinha 24 anos, mas já tinha vivido algumas coisas. Joguei com caras diferenciados como Rincón, Edílson, Marcelinho, Vampeta, Luizão...Ele tinha curiosidade em saber como era o futebol aqui", afirmou.

Mesmo atuando apenas seis meses com Rakitic, já que o brasileiro foi para o Santos em 2006, Kléber já percebia que seu colega de time poderia chegar longe no futebol.

"Ele era um garoto muito família e tranquilo, não era empolgado com o sucesso. Era muito badalado desde a base, mas já demonstrava um profissionalismo enorme mesmo com apenas 18 anos. Ele tinha suas qualidades. Nosso treinador acreditava demais no potencial dele", afirmou.

"O Rakitic jogava como segundo volante no Basel. Não me surpreendeu esse sucesso dele. Quando entrava nos jogos sempre dava conta, mesmo sendo jovem. Tinha muita qualidade".

O meia já era um dos principais jogadores da equipe suíça na época. Em 2007, foi vendido ao Schalke 04, no qual permaneceu por quatro temporadas antes de ir para o Sevilla. Na equipe espanhola, faturou a Liga Europa antes de se mudar para o Barcelona, em 2014.

"Ao longo da carreira, ele aprendeu muito jogando pela seleção croata e em outros países. Calou a boca de alguns que acreditavam que não era o jogador que o Barça precisava", analisou.

No Camp Nou, Rakitic se firmou como titular no meio de campo, ocupando a vaga de Xavi. Ele venceu três vezes a Liga Espanhola, a Champios League e Mundial de Clubes. Ano passado, ele foi vice-campeão da Copa do Mundo pela seleção croáta.

"Ele despontou e hoje é um ícone no futebol. Foi uma trajetória muito gratificante para ele. Vejo comentários que duvidam se ele é o cara, mas ele sempre mostrou o futebol dele. Fico feliz por ter conhecido e visto o quanto poderia crescer", contou.

O meia perdeu espaço entre os titulares no Barça na última temporada, que terminou de forma desastrosa. Com a chegada do técnico Ronald Koeman, ele decidiu voltar ao Sevilla.

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"O Rakitic não aparece tanto para a mídia porque não é aquele que todo mundo vai lá e fala bem. Mas é totalmente eficaz naquilo que faz. Eu gosto de vê-lo jogar", finalizou.