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Thiago Silva conta detalhes da saída do PSG, critica postura de Leonardo e lamenta tratamento do clube

Thiago Silva concedeu entrevista exclusiva à revista France Football e deu detalhes da saída do Paris Saint-Germain. O zagueiro brasileiro ficou oito anos no clube e encerrou a passagem após o vice-campeonato da Champions League, quando o PSG informou que não tinha interesse na renovação.

À prestigiada revista, Thiago Silva mostrou incômodo também com Leonardo, diretor executivo de futebol do Paris e responsável por informá-lo que não haveria a renovação do contrato. Segundo o zagueiro, que hoje defende o Chelsea, não houve o tratameto adequado a quem tinha uma história como ele na equipe.

"É uma situação que me deixou irritado. Realmente não gostei da forma como tudo foi conduzido. Mesmo com a pandemia, as coisas deveriam ter sido feitas de maneira diferente. Eu estava no Brasil, em quarentena, quando o Leonardo me ligou para dizer que, por causa da pandemia e das dificuldades... Não, primeiro ele me perguntou se eu poderia continuar por mais dois meses para a fase final da Champions. Disse a ele que sim. Então ele respondeu que o clube não iria além desses dois meses. Seriam dois meses e nada mais", disse o defensor.

Thiago Silva tinha contrato até 30 de junho, mas topou estender o vínculo para jogar a reta final da Champions. Após o torneio, ele admitiu que PSG ofereceu um novo acordo para que ele ficasse, mas a postura de Leonardo o desagradou novamente.

"Sempre dei o máximo na minha passagem pelo PSG, nunca trapaceei. É como se a reta final da Champions mudasse tudo? E o que eu havia feito nos oito anos, não importava mais? Não me convence. Leo fez isso de forma desajeitada e apressada. Não só comigo", atacou o zagueiro, ao lembrar também do atacante uruguaio Edinson Cavani.

"Também falo do Cavani, que é o maior artilheiro da história do PSG. Digo isso para o clube progredir e não cometer mais esse tipo de erro".

Dispensado pelo PSG, Thiago Silva aceitou o desafio de jogar pela primeira vez na Premier League.

"Na verdade, quando descobri que a história no PSG tinha acabado, sempre torci por alguma coisa grande. Tive medo que a minha idade fosse um problema, que os dirigentes poderiam ter preconceito. É muito difícil se recuperar quando passa dos 33 anos. Mas orei para que Deus me encontrasse um projeto que correspondesse às minhas ambiações. Ele me ouviu, porque o Chelsea é o melhor da Inglaterra".