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Messi foi enganado pelo Barcelona e é 'um morto em cima da mesa' para Koeman, avalia técnico

Paco Jémez é um treinador com experiência no futebol espanhol. Com passagem por diversos clubes, o último o Rayo Vallecano, o técnico avaliou a situação que Lionel Messi atravessa com o Barcelona e utilizou uma definição, no mínimo, curiosa: “um morto em cima da mesa”.

Em entrevista ao canal “Idolos”, do Youtube, o profissional afirmou que o argentino foi “enganado” pelo Barcelona e agora o problema ficou para Ronald Koeman. Ele garante que, estivesse ele no clube catalão nesta temporada, preferia que Messi fosse embora.

“Se eu fosse o presidente do Barça, faria tudo o possível para que Messi saísse”, afirmou ele, que vê o craque como “um jogador ressentido”, que se sentiu “enganado”.

“É uma grande notícia que fique. Mas eu não estaria tão contente como parece estar o Barcelona. Ele fica porque foi obrigado, não porque quis. O enganaram, se é verdade o que disse na entrevista (ao site Goal). E isso não é boa coisa”, analisou Jémez.

“Quando lhe perguntaram sobre o projeto dos últimos anos, começou a atirar para todos os lados. E isso será a tônica, porque está ressentido, acredita que foi enganado. O que esperar disso? Os jornalistas vão se aproveitar, o mínimo que se espera é fogo cruzado para todo lado”, prevê ele sobre o que será a temporada do Barcelona.

Paco Jémez, que deixou o Rayo Vallecano em agosto e está sem clube, admite que o Barça ficou em posição difícil na novela, depois de Messi falar abertamente do desejo em sair.

“Como técnico, não gostaria de tê-lo a contragosto. Koeman tem um morto importante em cima da mesa. Encontrou algo que ele não comeu, nem bebeu. Um problema gerado por outras pessoas, mas que ele deve consertar e assumir”, afirmou.

“Há um problema não resolvido mesmo com Messi ficando. Os problemas pessoais crescem e acabam explodindo. Se houver vontade, pode ser resolvido, mas quando há tanta animosidade é quase impossível. A melhor solução seria cada um para seu lado, porque seguir junto sem resolver o problema é um fardo para todo mundo”, encerrou.