Completando 35 anos nesta quarta-feira, Luka Modric já é um dos maiores jogadores de sua geração, com certeza o maior da Croácia. Em entrevista ao jornal inglês "The Guardian", o meia do Real Madrid relembrou a infância difícil no meio da guerra na antiga Iugoslávia.
Aos 6 anos, Modric viu seu avô, Luka, a quem ele foi homenageado com o primeiro nome, ser assassinado por um grupo sérvio aos 66 anos de idade. Porém, o jogador croata não guarda mágoas da guerra.
"Naquela idade você não percebe as coisas que estão acontecendo, sabe? Você não tem noção de tudo porque seu pai também tenta te proteger para você não pensar nessas coisas. Foi um momento trágico, guerras nunca trazem coisas boas a ninguém", disse Modric, ao jornal.
"Meu coração se parte cada vez que eu lembro que meu avô morreu na porta de casa, literalmente", diz o croata em sua biografia.
Modric começou no futebol justamente para se distrair do mundo a seu redor e as tensões da guerra, que forçaram ele e sua família a saírem do vilarejo onde moravam, em Zadar.
"Hoje em dia, não tenho ódio perante a ninguém. O que aconteceu, aconteceu. É assim. É uma pena que ele não esteja conosco. Eu não tenho ódio ou outro sentimento contra ninguém. É parte da vida que eu vivi".
