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LaLiga: Ele foi comandado por Rijkaard e Guardiola, jogou com Ronaldinho e Messi e nunca custou nada a nenhum clube

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O ano era 2006. O Barcelona vinha das conquistas de LaLiga e da Champions League. O time principal contava com Ronaldinho Gaúcho, Xavi, Iniesta, Puyol, Eto’o e um tal garoto chamado Messi. No Barça C, surgia um meia capaz de fazer tudo em campo. E que, em todos os seus 15 anos de carreira, não custou nada para nenhum clube que o contratou.

Então com 17 anos, Víctor Sánchez Mata, ou Víctor Sánchez, chegara em julho de 2005, ao Barcelona Sub-19. De lá, passou ao Barcelona C, “filial” do clube catalão que existiu até 2007. A estreia veio apenas no ano seguinte e chamou a atenção por “jogar nas 10”, como diz o site oficial do Barcelona (veja aqui, em espanhol).

“Sua grande versatilidade fez com que durante a temporada 2007-08 ele jogasse pelo Barça B em todas as posições de campo, exceto como goleiro. Seu trabalho e disciplina foram muito importantes para conseguir a promoção do B, com o qual disputou 29 partidas. Apesar disso, ele não pôde jogar o play-off por que se machucou no jogo de ida da primeira eliminatória contra o Castillo. Ele fez sua estreia com o time titular no jogo de volta da Copa do Rei de 2007-08, contra o Alcoyano.”

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A versatilidade exaltada pelo clube não fez com que Victor Sánchez explodisse na carreira. Na verdade, outro fato chamou a atenção na trajetória do jogador: ele não custou nenhum centavo para os sete times em que passou.

Do Barcelona C para o time B (dirigido por Pep Guardiola), do B para o principal. A estreia em LaLiga foi em 16 de março de 2008, promovido pelo técnico Frank Rijkaard. Ele entrou no lugar de Gudjohnsen no empate por 2 a 2 com o Almería, fora de casa, pela 14ª rodada. Curiosamente, ficou apenas 1 minuto em campo.

Em 2009, com valor de mercado em 800 mil euros, segundo o Transfermarkt, referência em transferências, ele foi emprestado sem custo para o Xerez. Voltou ao Barcelona em junho de 2010, novo empréstimo, novamente de graça, ao Getafe. Novo retorno ao clube catalão em 2011, agora com valor de mercado de 1 milhão de euros. Sem expectativa de ser aproveitado, ele acertou a rescisão de contrato com o Barcelona.

Sem clube, sem multa, certo? Então, ele foi para o Xamax, da Suíça, em 1º de julho de 2011. No fim de janeiro, chegaria ao Espanyol, mais uma vez sem custo. Chegou a ser capitão do arquirrival local do Barcelona e ficou no clube até 18 de agosto deste ano. Depois de nove temporadas, o contrato terminou sem renovação.

Aos 33 anos, Víctor Sánchez tem 19 gols e 23 assistências em sua carreira. Cresceu sob os olhares de Rijkaard e Guardiola na base do Barcelona. Jogou ao lado de Ronaldinho e Messi. Saiu e voltou da Catalunha várias vezes. Agora, sem clube, está no mercado. Em uma carreira cheia de mudanças, algo nunca se alterou: o meia versátil que sabe defender e atacar e joga nas 10 nunca custou nada para ninguém.