<
>

Oposição no Barcelona comemora 7.500 assinaturas em 12 dias em processo que pode tirar Bartomeu do poder

O pedido de moção de censura ao presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, conduzido pelo candidato à presidência Jordi Farré desde 28 de agosto, conseguiu 7.500 assinaturas. Farré demonstrou estar “muito satisfeito” aos seus porta-vozes com a resposta inicial dos sócios do clube catalão, embora necessite mais do que o dobro de assinaturas ainda.

Para que o pedido tenha validade legal são necessárias 16.520 assinaturas e, de acordo com o estatuto do Barcelona, elas devem ser apresentadas até 17 de setembro. Falta pouco menos de dez dias, mas Farré entende que o objetivo pode ser alcançado.

Ajudou a ter uma adesão maior as declarações recentes de Lionel Messi. Mesmo dizendo que continuará na equipe catalã para cumprir o contrato, o argentino disparou contra Bartomeu. Disse que o presidente não cumpriu com a própria palavra e há anos não há um projeto esportivo. A causa tem apoio de Joan Laporta, embora ele não disse ainda se será candidato à eleição.

“O saldo é muito positivo em termos de resposta dos parceiros. É um número muito bom considerando as circunstâncias”, disse Marc Duch, porta-voz da campanha pelo pedido de moção de censura, destacando “a diferença” deste movimento em relação às anteriores, tanto pelo fato de não ter sido promovido por um só sócio ou grupo, quanto por ter se tornado plural, com vários grupos internos apoiando e sendo encabeçado por três candidatos à eleição em março (Farré, Víctor Font e Lluís Fernández).

“Com o impacto da moção de censura nas redes sociais após a entrevista de Messi e o apoio de Laporta, temos a certeza que terá um reflexo em novas assinaturas”, disse Duch.

“A declaração de Messi está alinhada com o que estamos expondo desde o início. O problema está na diretoria. Ele se sente enganado e eles não conduzem as coisas como deveriam. O presidente disse que renunciaria se fosse esse o problema [para não perder Messi], mas ele continua”, disse Ricard Faura, outro porta-voz.

Os promotores da moção de censura estão confiantes em conseguir o total de assinaturas necessárias e têm um entendimento diferente sobre o prazo. Para eles, a data final é 21 de setembro, mas a direção do clube aponta o dia 17.

Na atual situação, com a pandemia do novo coronavírus ainda exigindo isolamento social, o que impede até a presença de público nos jogos no Camp Nou, a ação ter 7.500 adesões é visto com um olhar positivo.

“Mostra a necessidade de uma mudança urgente no Barcelona”, diz um porta-voz.

Otimistas em alcançar o objetivo e entendendo ser conveniente ultrapassar 19 mil assinaturas para não serem surpreendidos "por aqueles 10 por cento que sempre são rejeitados por motivos diversos", os representantes da moção insistem na necessidade de "a saída imediata desta gestão”.

Assim explicam que, se a moção for aprovada, a votação contra a diretoria de Bartomeu, que exigiria o apoio de dois terços dos membros que compareceram ao referendo, poderá ocorrer "entre o final de outubro e o início de novembro". A partir daí, se obter o apoio necessário nas urnas, uma comissão gestora assumiria a gestão do Barcelona e deve convocar eleições em janeiro.

“Faz 10 dias que colecionamos assinaturas e o total de 7.500 adesões é bom. Estamos à margem para atingir nosso objetivo”, disse Duch, acrescentando ao discurso do colega ao qualificar a necessidade “urgente” acabar com a presidência de Bartomeu.