PSG e Bayern de Munique decidem no domingo o grande campeão da Champions League. Mas o jogo deve levar a campo também uma briga por outro troféu: o de melhor jogador do mundo na temporada.
Afinal, se a premiação da Fifa muitas vezes é desequilibrada por quem ganha a principal competição de clubes do mundo, Neymar e Lewandowski vão fazer um duelo direto pela premiação – e ainda com Mbappé correndo por fora.
Neymar jogou pouco na temporada, atrapalhado por lesões e também pelo encerramento precoce do Campeonato Francês. Mas foi brilhante sempre que entrou em campo.
O brasileiro tem 19 gols, 12 assistências e três títulos conquistados em 26 partidas na temporada. Ele participou, em média, de 1,19 gol por jogo.
E ele fez ainda mais: comandou o time quase sempre que atuou. Foi o maior responsável, por exemplo, pela classificação diante do Borussia Dortmund nas oitavas e diante da Atalanta nas quartas de final.
Lewandowski tem números ainda mais impressionantes. Foram dois títulos, 55 gols marcados e ainda 10 assistências em 46 jogos na temporada. Uma média incrível de participação em 1,41 gol por jogo.
O polonês foi artilheiro da Bundesliga e já levou a Chuteira de Ouro como maior goleador de um campeonato nacional na Europa. Também já tem garantida a artilharia da Champions League e está a apenas dois gols de Cristiano Ronaldo para se tornar o maior goleador de uma única edição – mesmo com jogos a menos por conta da pandemia e do novo formato.
Mas ainda haverá alguém em campo “correndo por fora” na disputa.
Mbappé tem um título a mais que Neymar no ano (ele jogou a Supercopa da França, e o brasileiro, não) e ainda sustenta números individuais melhores: 30 gols e 14 assistências em 36 jogos, participação média em 1,22 gol por jogo.
Foi ele, aliás, quem carregou o PSG no Campeonato Francês enquanto Neymar se machucou.
O brasileiro brilhou, porém, mais na Champions. Pelo menos até agora.
A briga, claro, ainda vai ter os nomes de sempre: Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Mas ambos parecem bem mais enfraquecidos desta vez.
O português ganhou “apenas” o Campeonato Italiano, enquanto o argentino passou uma temporada sem títulos quase inédita na carreira.
Benzema (e até Sergio Ramos) até ameaçaram chegar na briga com o título do Real Madrid em LaLiga, mas não passaram das oitavas da Champions. E De Bruyne encantou na Inglaterra, mas ganhou “só” a Copa da Liga e a Supercopa, acumulando outra decepção na Liga dos Campeões.
