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COVID-19: Atlético-GO diz que testes positivos foram mal interpretados e revela que ainda não recebeu exames de 2 jogadores

Após o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, revelar nesta terça-feira que o Atlético-GO tem quatro casos positivos de COVID-19 em seu elenco, o presidente do time goiano, Adson Batista, e o chefe do departamento médico, Gleyder Nunes, conversaram em exclusividade com o ESPN.com.br.

Na entrevista, o cartola revelou que o clube ainda não recebeu o resultado dos exames de dois dos 23 jogadores testados no último domingo:

"Ainda temos dois jogadores que os exames não chegaram. O jogo (contra o Flamengo) é amanhã e ainda não recebemos. Do exame de domingo, dentro dos 23 testes, o resultado de 2 jogadores ainda não foi repassado para o clube."

Falando sobre os quatro jogadores citados por Feldman, Gleyder explicou que os exames foram mal interpretados:

"Não estamos pensando em falso positivo, mas sim em uma interpretação errada de. O diagnóstico não é firmado em cima de um exame, existem vários, temos o prontuário do jogador... Baseado nas nossas reuniões na CBF e no protocolo, temos todo o embasamento para provar que o jogador não está transmitindo a doença. Passamos isso para a comissão permanente da Confederação, que consta de 120 médicos do futebol e mais três infectologistas. Eles julgaram e, no primeiro momento, já passaram para a gente, extraoficialmente, um sinal de que com certeza esses jogadores serão liberados perante a interpretação global."

Com isso, o clube acredita que os quatro jogadores em questão, ainda não revelados, estarão disponíveis para o duelo contra o Flamengo, nesta quarta-feira.

"O problema começou por causa de um exame que foi divulgado na mídia, foi mal interpretado e agora está sendo interpretado de uma forma correta por uma comissão de médicos. Todos os exames feitos no clube são oficiais e informados à comissão da CBF. Quatro jogadores podem ser liberados porque fizeram o exame lá atrás e foi protocolado. Há um período para fazer essa análise. Tudo embasado em exames. Toda semana praticamente os jogadores são testados."

Gleyder ainda detalhou o exame que prova que os jogadores devem ser liberados:

"O exame que tem maior poder na nossa decisão foi realizado no dia 31 de julho. É o de peso. Esse exame que a CBF fez não contradiz o nosso, por isso nem vamos pedir uma contraprova ao Einstein. A interpretação foi precoce e divulgada de forma errada. Estamos pedindo à CBF uma reinterpretação dos exames junto com o prontuário desses jogadores. A gente não questionou os exames do Einstein até o momento."

Por fim, o chefe do departamento médico atleticano mostrou confiança de que o clube realmente terá força máxima para o compromisso contra o atual campeão brasileiro: "A CBF tem uma comissão permanente de peso. Eles vão interpretar, ver a integridade dos jogadores, a segurança deles entrarem em campo. E se for favorável, vamos ter uma boa notícia. Extraoficial, já passaram que eles estão liberados para o jogo."