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PSG 50 anos: com Neymar, títulos e estrelas, veja como dinheiro do Catar fez clube virar superpotência

Em 12 de agosto de 1970, há exatos 50 anos, nascia o Paris Saint-Germain. Hoje um dos clubes mais ricos e famosos do mundo, o PSG pode ser dividido em duas eras: antes e depois de ser comprado pela Qatar Sports Investment, fundo de investimentos ligado ao governo do Catar.

Sob controle do grupo árabe, a equipe parisiense viu uma verdadeira revolução em seu status perante o resto do planeta, virando uma potência sem competição na França e se aproximando cada vez mais da glória máxima: o sonhado título da Champions League. A equipe liderada por Neymar enfrenta a Atalanta nesta quarta-feira, às 16h, em Lisboa, pelas quartas de final.

Veja abaixo como surgiu o PSG, então uma equipe discreta da capital francesa, e como ele evoluiu até chegar ao cinquentenário como uma superpotência da Europa.

As origens

O clube foi fundado em 1970 como resultado de uma iniciativa de cerca de 20 mil torcedores, que queriam que a capital da França tivesse um time de futebol.

Juntaram, então, com o já existente Saint-Germain-en-Laye, que havia subido à segunda divisão em 1970. Em 70-71, o PSG conseguiu o acesso à divisão principal da França, mas com isso vieram problemas.

Em 71-72, rusgas entre atletas amadores e profissionais no elenco, após o PSG ficar em 16º na primeira divisão, levaram a uma nova separação. Os parisienses se uniram ao Montreuil e permaneceram na elite com o nome de Paris Football Club. Já o PSG foi rebaixado para a terceirona e teve que escalar novamente.

Mas não demorou. Com acessos consecutivos, o Paris Saint-Germain voltou à elite em 1974, de onde nunca mais saiu.

A primeira era de ouro e ídolos brasileiros

Da década de 80 em diante, o PSG passou a figurar entre os grandes da França, vencendo a liga em 85-86 e depois novamente em 93-94, com Raí se tornando um dos maiores ídolos da história do clube. Outros brasileiros de destaque foram o zagueiro Ricardo Gomes e os meias Leonardo e Valdo.

Dali em diante, o Paris Saint-Germain viveu anos de seca no Campeonato Francês. Mas ainda assim viu talentos sobrenaturais vestindo sua camisa.

Ronaldinho Gaúcho chegou em 2001, ganhando apenas um título, o da Copa Intertoto no mesmo ano. O português Pauleta foi quase que uma estrela solitária nos anos seguintes, onde o PSG até lutou contra o rebaixamento em 2007 (15º) e 2008 (16º).

Pauleta, com 109 gols, é o terceiro maior artilheiro da história do clube. No começo da década passada, Nenê também brilhou com a camisa do PSG. Mas faltava algo mais para os parisienses voltarem ao topo.

A compra pelos investidores do Catar

Em junho de 2011, o grupo Qatar Sports Investment (QSI), grupo de investimentos do governo do Catar, adquiriu o clube. E literalmente o mudou de patamar.

De mero coadjuvante, o PSG instantaneamente passou a ser protagonista em solo nacional e virou uma superpotência do futebol mundial, com craques contratados a toda hora, sob a batuta do seu novo presidente, Nasser Al-Khelaifi.

Outro patamar

Dos 43 títulos da história do Paris Saint-Germain, 18 foram conquistados antes da aquisição do grupo catari do clube, enquanto 25 (58%) vieram de junho de 2011 em diante.

*A tabela não inclui a Ligue 2 1970/71, a Recopa Europeia 1995/96 e a Copa Intertoto 2001

O PSG já tem nove títulos da Ligue 1, sete deles conquistados desde a aquisição pelo grupo do Catar, ficando apenas uma taça atrás de Saint-Ettiene e Olympique de Marselha como maiores campeões da história do Francês.

Dinheiro não é problema

Desde que o QSI tomou conta do clube, o PSG nunca mais teve que medir esforços para trazer contratações de peso.

Das 30 contratações mais caras da história do clube, 28 foram feitas desde que o grupo catari assumiu o PSG. As exceções são Nicolas Anelka, em 2000, vindo do Real Madrid por 34,5 milhões de euros, e Jay-Jay Okocha, em 1998, que custou 12,4 milhões vindo do Fenerbahçe.

Neymar

O brasileiro custou 222 milhões de euros aos cofres do PSG e é até hoje a contratação mais cara da história do futebol. Ele chegou ao clube em 2017 para liderar o time em campo.

Entre lesões, polêmicas dentro e fora de campo e um pedido de volta ao Barcelona, o brasileiro talvez viva atualmente sua fase mais tranquila no PSG e parece pronto para liderar o clube no tão sonhado título da Champions League.

Um ano após contratar Neymar, o PSG fez aquela que é até hoje a segunda contratação mais cara da história: Kylian Mbappé, vindo do Monaco, por 135 milhões de euros.

O futuro

São "apenas" 50 anos de história, pouco se comparado a outros gigantes do futebol e suas existências mais que centenárias, mas, contanto que o dinheiro do Catar esteja lá, o PSG seguirá sendo um dos maiores clubes do mundo.