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Luxemburgo foi o pior? Relembre todos os técnicos que Figo teve na carreira e os aproveitamentos com cada um

O título conquistado pelo Palmeiras por Vanderlei Luxemburgo acabou dividindo os amigos Rivaldo e Luís Figo nas redes sociais. O brasileiro enalteceu o trabalho do antigo mentor, dizendo que 25 anos atrás ele já trabalhava os conceitos do “futebol moderno”, mas o português rebateu e disse que foi o pior comandante que teve. O que leva ao questionamento: será?

Em 20 anos como profissional, Figo teve 14 treinadores diferentes, alguns do calibre de José Mourinho, Roberto Mancini, Vicente del Bosque, Louis van Gaal e Johan Cruyff.

De brasileiros, foram apenas duas experiências: o ex-zagueiro Marinho Peres no Sporting, quando ainda era um jovem jogador, e Vanderlei Luxemburgo, já como uma das estrelas do Galáctico Real Madrid.

Rivaldo jogou com Figo no Barcelona e foi treinado por Luxemburgo no Palmeiras e na seleção brasileira. Tem bom relacionamento com o treinador e por isso exaltou o título estadual.

“Parabéns Palmeiras pelo título mais que merecido. Eu já tive grandes treinadores, mas você, Luxemburgo, foi o melhor. Tudo que os treinadores da Europa fazem hoje, você já fazia a 25 anos atrás. Você é o melhor”, escreveu Rivaldo nas redes sociais.

“Fera, para mim foi o pior, mau demais", respondeu Figo.

A temporada que o português trabalhou com Luxa foi justamente a última dele pela equipe merengue, e a mais tumultuada de todas. O clube teve outros dois técnicos antes do brasileiro.

Começou com José Antonio Camacho. Depois veio Mariano García Remón. Aí sim Luxemburgo foi contratado, algo que surpreendeu o mundo do futebol.

A relação com o brasileiro não foi boa e a marca final ajuda a entender. Um dos grandes craques do futebol mundial, Figo fez seus últimos sete jogos pelo Real em 2004/05 saindo do banco de reservas. Perdeu espaço para o inglês Michael Owen, então com 25 anos.

Mas os números de Figo pelo Real com Luxa não foram ruins. Com ele em campo, a equipe merengue teve aproveitamento de 71,4%. O que dá um lugar nobre na carreira do meia.

Está abaixo apenas do que ele conseguiu atuando sob o comando de Carlos Queiroz no Sporting em 1994/95 (76,9%), Roberto Mancini na Inter de Milão em 2006/07 (75,9%) e Bobby Robson no Barcelona em 1996/7 (73,3%) e no Sporting em 1993/94 (72,9%).

Há uma ressalva nesses dados, levantados pelo ESPN.com.br a partir do banco de dados do site “OGol”. O melhor desempenho de Figo foi com José Antonio Camacho (80%), mas foram apenas cinco jogos. Algo que torna o comparativo geral injusto.

Camacho trabalhou pouco tempo no Real, pedindo demissão após seis jogos no comando por causa das derrotas para Leverkusen (com Figo) e Espanyol (sem Figo), pela ordem. Depois vieram Remón e Luxemburgo. Vale lembrar que foi uma temporada sem títulos.

O desgaste com Luxa provocou cicatrizes em Figo. Apesar de ter mais um ano de contrato com o Real, aos 32 anos ele fez um acordo ainda na pré-temporada e foi para a Inter de Milão sem custos de transferência. Um fim de casamento triste, afinal a equipe espanhola havia investido 56 milhões de dólares, um recorde mundial na época, para tirá-lo do Barcelona em 2000.

Foram três anos com Mancini e um com José Mourinho, seu último técnico. Pendurou as chuteiras ao final de 2008/09. Assim, não participou do melhor momento do português na Itália, com a conquista do tríplice coroa: Champions League, Série A e Copa da Itália.

“Tive a felicidade de treinar com Johan Cruyff, que para mim foi um maestro em termos de filosofia de jogo e conceito. Depois, Carlos Queiroz foi meu formador na seleção e logo que tive em outras etapas no Real Madrid e na seleção principal. Vicente Del Bosque… É que é difícil dizer um porque todos foram importantes. E depois, José Mourinho na Inter”, disse Figo há um ano.