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Não custaria 0,5% da sua fortuna: quem é o bilionário que sonha em levar Messi para a Inter de Milão

É um bilionário chinês que está por trás do plano de colocar Lionel Messi na Inter de Milão. Mas este sonho, visto pelos jornais espanhóis como um verdadeiro devaneio, tem por trás não apenas um homem poderoso, mas também uma empresa que a cada dia aumenta seus tentáculos no mundo dos negócios, ignorando fronteiras.

Zhang Jindong, 57, é o nome de sujeito e ele é o presidente da multinacional Suning Holdings Group, dono da Inter de Milão desde 2016. Ele é também um dos homens mais ricos da China, com uma fortuna avaliada pela revista “Forbes” em 8,3 bilhões de dólares (R$ 43,3 bilhões). O valor para tirar Messi do Barcelona não representa 0,5% de tudo que ele tem (leia mais abaixo).

O nome pode não ser tão familiar aos torcedores da Inter porque é o filho dele, Steven Zhang, de apenas 27 anos, que está no comando do clube italiano desde 2018. Mas pai e filho cuidam juntos do clube.

A missão é desbancar a Juventus, recentemente coroada pela nona vez consecutiva campeã da Série A e capitalizando cada vez mais com a imagem Cristiano Ronaldo. Jindong que ver a Inter ser uma força nacional e depois global.

Há empresa que comanda tem apenas três anos a menos do que Messi. Foi fundada em 1990, com foco no comércio de eletrônicos. Aos poucos, foi conseguindo esticar o “braço” para outros setores do comércio e da indústria conforme a China flexibilizava a orientação interna para os negócios, abrindo as fronteiras aos países capitalistas.

O crescimento foi tão rápido e tamanho que hoje fazem parte da holding franquias de comércio online, imobiliárias e financeiras. A empresa conta com mais de 280 mil colaboradores. Só no mundo do futebol, investiu 77,2 milhões de dólares (R$ 403 milhões).

Além da Inter de Milão, a Suning é dona também do Jiangsu Suning, tanto do time masculino como do feminino, e investiu em direitos de transmissão de LaLiga, da Série A, da Premier League, da Bundesliga e da Ligue 1 para China por meio da PP Sports.

A operação que o levou a comprar a Inter de Milão foi na casa de 270 milhões de euros (R$ 1,6 bilhão). E ele adquiriu “apenas” 70% das ações do clube. Nesta temporada, investiu pesado e viu o time lutar pelo título (é o segundo colocado). Promete aumentar os investimentos e estuda a construção de um estádio próprio, o que acaba conflitando com o plano da prefeitura de Milão.

Para aqueles que duvidam do poderio da empresa, no ano passado Zhang comprou 80% do Carrefour, mostrando ao mundo que sua força transcende as fronteiras da China.

Agora, completando 20 anos de existência, a multinacional pretende alavancar seus negócios também usando a exposição com a Inter de Milão. Mas para isso precisa que o clube volta a ganhar títulos e tenha craques no elenco, do patamar de Messi.

O “Marca” publica neste sábado (1º de agosto) que o interesse no argentino do Barcelona é real, mas não deve ter resultado. Apesar de uma temporada em que o desgaste com a direção blaugrana atingiu um patamar jamais visto, não há interesse em sair do clube.

No entanto, Zhang Jindong não pretende desistir. O jornal “La Gazzetta dello Sport” diz que a chamada operação Messi está avaliada em 260 milhões de euros (R$ 1,6 bilhão). Valor pouco expressivo dentro da sua fortuna.

Na Itália, especulam que a aquisição de um imóvel por Jorge Messi, pai e agente do craque, em Milão poderia ser um indício de que já há conversas rolando entre eles. O local é vizinho à sede da Inter, em um dos bairros mais nobres da cidade.

O cenário na Espanha também animou o bilionário chinês. Como jamais visto na história, o camisa 10 do Barcelona entrou em atrito com o técnico e com a diretoria e pode terminar a temporada sem uma única taça pela primeira vez desde 2008.