A maior campeã da história da Itália ampliou a maior hegemonia da história no país. A Juventus faturou a Série A pela 36ª vez, a nona seguida, ao vencer a Sampdoria neste domingo por 2 a 0. Com isso, o ESPN.com.br listou nove motivos que ajudam a entender este domínio da equipe, seja para a série inteira de títulos ou somente para a edição atual. Confira abaixo:
Única que faz frente aos grandes europeus hoje
A Velha Senhora reina absoluta na Itália e é a única do país que tem dado as caras entre os grandes do continente. Desde o início de sua dinastia no cenário doméstico, a equipe de Turim foi a única que chegou a finais de Champions League, em 2015 e 2017. Quem mais se aproximou da marca foi a Roma, que chegou uma única vez na semifinal em 2018. A falta de italianos nos últimos estágios do torneio europeu mostram como a Juventus está isolada dentro e fora do seu território.
Distância para os rivais
Milan e Internazionale, principais vencedores do Campeonato Italiano depois da Juventus, vivem um período de extrema coadjuvância - e não só pelo sucesso da rival. Nos nove títulos da Juventus, Milan e Inter não foram vice-campeões uma vez sequer. A Inter sequer conseguiu terminar entre os três primeiros, enquanto o Milan ficou no terceiro lugar em 2012-13 e depois não integrou mais o G-4.
Impacto do estádio nas finanças
O Allianz Stadium, inaugurado coincidentemente em setembro de 2011, quando a hegemonia começou a ser construída, mostra ganhos financeiros e de maior presença do torcedor desde então.
Na última temporada antes da inauguração da nova casa (2010/11), a Juve faturou 16,9 milhões de euros com as receitas de dia de jogo, segundo o estudo Football Money League da consultoria Deloitte. O montante representou 8% da receita total.
As receitas de dia de jogo saltaram para 65,6 milhões de euros em 2018-19, representando 14% do total – ou um valor quase quatro vezes maior do que há nove anos.
A média de público, segundo o mesmo estudo, foi de 23,186 em 2011 no Estádio Olímpico de Turim para 39,101 em 2019 no Allianz Stadium.
Defesa formidável há uma década
Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Andrea Barzagli, Matthijs de Ligt… A Juventus virou sinônimo de defesa de sucesso. E tal sucesso é um dos pilares para esse domínio na Série A, uma vez que a Velha Senhora teve o time menos vazado em todas estas edições.
Em seu eneacampeonato, a Juventus sofreu um total de 230 jogos em 340 jogos. Entre os times que sempre estiveram na elite no período, o Napoli é o time que mais se aproxima, com 358 gols sofridos.
Desempenho absurdo em casa
Outra marca da Juventus nestes nove anos foi o desempenho impressionante em casa. Jogando como mandante, a equipe venceu 143 dos seus 170 jogos na Série A nos nove anos - ainda houve 22 empates e cinco derrotas. Dos times que sempre estiveram na elite no período, o Napoli é o que menos perdeu, além da Velha Senhora: 21 vezes.
Nas duas últimas temporadas, a Juventus não perdeu em casa na Série A, tendo um retrospecto com 31 vitórias e seis empates. Na atual campanha, os únicos tropeços na competição no Allianz Stadium foram empates com Sassuolo e Atalanta.
Trio de sucesso
Leonardo Bonucci defendeu o Milan em 2017-18, Gianluigi Buffon jogou pelo Paris Saint-Germain em 2018-19, mas, ainda assim, os dois representaram um tripé de experiência em um elenco vencedor ao lado de Giorgio Chiellini, que esteve em todos os títulos. No campo, Bonucci ainda atuou regularmente (foi o atleta com mais minutos em campo na atual Série A), enquanto Buffon foi reserva e Chiellini perdeu quase toda a campanha lesionado. De qualquer forma, eles continuam sendo líderes e retratos de uma Juventus que construiu a maior hegemonia da história. O goleiro de 42 anos ainda chega ao seu décimo Scudetto, um recorde na história da competição.
Cristiano Ronaldo
Artilheiro e com chances de ser o Chuteira de Ouro da Europa, algo que não alcança desde 2015, Cristiano Ronaldo é o grande nome da equipe. Com 31 gols em 32 jogos e cinco assistências, o português participou diretamente de praticamente metade dos 75 gols marcados pela equipe de Maurizio Sarri na competição. Ele é ainda o segundo que mais minutos disputou na competição.
Crescimento de Dybala
Se Cristiano Ronaldo é o protagonista, Paulo Dybala é o o principal coadjuvante. O argentino voltou a viver grande momentos, sendo o segundo principal artilheiro (11 gols) e segundo principal garçom (seis assistências) da equipe.
Além disso, é a Série A em que, em média, cria mais chances por jogo desde que chegou na Juve, com 2,87, um número 0,2 superior ao que apresentou em 2015-16, sua primeira temporada no clube e que foi a melhor neste quesito. O atacante de 26 anos conseguiu tal desempenho na competição mesmo tendo sido titular em apenas 25 rodadas nesta edição.
Fôlego dos veteranos
A Velha Senhora tem confiado no fôlego de seus veteranos, e tal decisão tem funcionado. Dos 11 jogadores com mais minutos em campo na temporada inteira, oito deles têm ao menos 29 anos. Os quatro primeiros são Leonardo Bonucci (33), Cristiano Ronaldo (35), Alex Sandro (29) e Juan Cuadrado (32).
